Jardim já começou a “pensar” os objetivos do PSD-M, o partido e a Autonomia para 2019

O Congresso do PSD-M lançou apelo a Jardim num “toca a reunir tropas” para as Regionais de 2019. Foto Rui Marote
Jardim “regressa” ao combate político para dar apoio a este PSD-Madeira

O Congresso do PSD-Madeira lançou o apelo de ajuda a Alberto João Jardim em função dos desafios que o partido tem pela frente, designadamente as Regionais de setembro deste ano, onde a sombra de Paulo Cafôfo é cada vez mais visível e sentida, também no seio da estrutura “laranja” regional, um cenário que fez soar todos os alarmes e esquecer divergências e ajustes de contas passados, neste contexto de um “toca a reunir” que meteu soldados e tudo. Jardim aceitou o desafio, meteu mãos à obra e teve um discurso de liderança, ainda que sendo presidente honorário. Não perdeu tempo logo no congresso, nem perdeu tempo depois. Aproveitando este impulso, a sua participação ativa parece mais do que decidida.

Hoje, reproduz na sua página de Facebook o artigo publicado no JM, uma exposição, que promete ter continuidade, sobre aquilo que diz ser o “pensar a Autonomia, pensar o que devem ser os objetivos do PSD-Madeira, pensar o partido”. Uma dissertação que, para já, começa com o título “I – A Autonomia”, não se sabe quando acaba.

Faz questão de salientar que o escrito enquadra-se na qualidade de “militante de base”, propõe-se “pensar individualmente 2019”, uma realidade que, para quem conhece Jardim, representa um “chegar à frente” para começar, já, a assumir um papel interventivo no debate sobre a forma como o PSD-M deverá posicionar-se neste período que falta até àquelas que prometem ser as eleições regionais mais disputadas de sempre. Porque, como escreve, “a luta tem de continuar; O colonialismo de Lisboa não pode ser consentido; A Autonomia tem de crescer”.

Jardim, neste “regresso” à primeira linha do combate político no PSD-Madeira, avisa para “os inimigos da Autonomia Política, nomeadamente as organizações fascisto-comunistóides e a pseudo-“esquerda” em geral, na sua visão empobrecente e analfabeta de “terra queimada”, enganaram o Povo Madeirense com a expressão consumista e de imediatismo ôco “não se come autonomia”, precisamente para impedir a nossa emancipação política e nos amarrar a dependências colonialistas,  ou totalitárias,  ou de poder capitalista”, sublinha que a Autonomia é “cada vez mais a chave da sobrevivência do povo madeirense”.

Diz o ex-presidente do Governo e presidente honorário do PSD-M que “não podemos esquecer os arbítrios e as ofensas que passámos, quer antes, quer depois da Autonomia constitucional. Como não podemos esquecer que, apesar de tanta luta e de tanto sacrifício ante os inimigos da Autonomia, ainda falta muito para conquistar”. Por isso, diz, ” seria suicidio colectivo, agora e por outras razões talvez importantes, mas não tão importantes como a sobrevivência da Autonomia, ceder aos inimigos desta. Que todos vemos quem foram ao longo destes últimos quarenta e três anos”.

Fala de António Costa “antes número dois de José Sócrates”, lembrando o que considera terem sido “governos coloniais que não reconheceram o referendo de 2007 na Madeira”. Diz tatar-se de “um primeiro-ministro que não é um Estadista. Limita-se a ser um dirigente partidário que instrumentaliza o Estado só para desesperadamente colocar na vitrina de troféus do Partido Socialista, a Madeira que lhes falta”.

Acentua que “os inimigos da Autonomia nestas últimas décadas, até agora ainda nada disseram ao Povo Madeirense, ainda não se comprometeram, quanto ao futuro da Autonomia Política da Madeira. É um silêncio gritante. Mas Sun Tzu dizia “mantém os teus inimigos por perto”… e faz um contexto “histórico-político destes últimos 43 anos; face ao que todos, cada um de nós deu para agarrar esta Autonomia que ainda não nos basta; face à covardia que é se suicidar numa entrega aos inimigos da Autonomia e aos colonialistas de Lisboa que nos agridem; face aos que não têm programa sobre a Autonomia; tudo isto, apesar de outras questões que também depois terão de ser irrevogavelmente resolvidas, me faz votar no PSD/Partido da Autonomia”.