Congresso do PSD-M: Rubina Leal sugere que atual hospital seja posto ao serviços de crianças, jovens e idosos depois de desactivado

Só o PSD/Madeira pode garantir o Futuro da Região. “Temos provas dadas, temos orgulho na obra feita. São 40 e tal anos a pensar, a agir, a fazer, pelas pessoas,” afirmou este sábado Rubina Leal durante a apresentação da moção temática com o título ‘Garantir o Futuro, Honrar o Presente!’, durante o XVII Congresso do Partido.

“Se hoje a Madeira e o Porto Santo são um exemplo de modernidade, se têm boas infraestruturas viárias, bons centros de saúde, boas escolas, boa habitação social, bons apoios sociais, bom saneamento básico, entre tanto mais que fizemos e continuamos a fazer e que tanto orgulham à nossa população, tal deve-se à confiança que os eleitores depositaram em nós e no que trabalho que temos feito e continuamos a fazer”.

Rubina Leal alertou que mais do que os três atos eleitorais de 2019, o que está em causa é o futuro da Madeira. Por isso sublinha: “Não podemos correr o risco de perder aquilo que conquistamos ao longo de 40 anos. Ou melhor, de pôr em causa a nossa Autonomia. Não podemos correr o risco de cair nas mãos de uma capital colonialista.”

A social-democrata continuou, dizendo que que os madeirenses e porto-santenses não querem o retrocesso. “Não querem ser governados a partir de Lisboa. Ainda para mais, todos nós sabemos, a República, em especial os governos socialistas, sempre olharam com desconfiança para a Autonomia e raramente mostraram serem capazes de respeitar as nossas especificidades, o nosso pensar e sentir, o facto de termos órgãos de governo próprio, legitimamente eleitos pela nossa população.”

Por isso, apela ao sentido de responsabilidade de todos os militantes e simpatizantes. “As questões secundárias ou pessoais não podem atrapalhar a ação política do Partido Social-Democrata.”

Até porque, refere Leal, lida semanalmente com o principal adversário do PSD/M, alguém “que foge das responsabilidades”, que “recorre a um conjunto de ideias vagas”, que falta à palavra, um “catavento político” que “não olha a meios para atingir os fins”.

Já o PSD “na política como na vida, palavra dada é palavra honrada”, disse reforçando “no nosso Partido, as promessas são para cumprir”, exemplificando com o ORAM 2019. “Este é um grande orçamento, um dos melhores dos últimos anos. Um orçamento que realmente põe as pessoas em primeiro lugar, não com palavras, mas com medidas e ações concretas. Estamos na política para servir a nossa população, para fazer o melhor pelas pessoas.”

Rubina Leal alerta que a Madeira não pode cair nas mãos de um poder centralista, e anti-autonomista. “Não podemos correr o risco de deixar que uma esquerda composta por socialistas e comunistas, e ao serviço de Lisboa, tome conta da nossa Região.”

Na moção temática apresentada Rubina Leal defendeu a adopção de políticas de estímulo à natalidade e de protecção da velhice, com linhas mestras que irão definir o futuro da população da Madeira e do Porto Santo, sob pena de a Região vir enfrentar consequências económicas e sociais dramáticas.

“A sustentabilidade demográfica é o maior desafio que se coloca à sociedade portuguesa, e igualmente à Madeira, nas próximas décadas”, escreveu a social-democrata.

A inversão da pirâmide demográfica é uma realidade, um pouco por todo o Mundo e a Região Autónoma da Madeira (RAM) não é excepção, alertou, referindo que desde 2009 a Madeira regista um saldo natural negativo, sendo que nos primeiros nove meses de 2018, o saldo foi de -671, na relação entre nascimentos e mortes.

As estimativas apontam para que em 2020 a RAM tenha cerca de 248 mil habitantes, em 2030 à volta de 233 mil, e em 2080 apenas 165 mil residentes, se não forem implementadas medidas de incentivo á natalidade e fixação da população.

“Se nada for feito na Região, vamos assistir a uma perda significativa da população activa e da força de trabalho”, constata Rubina Leal que não quer ver a Madeira transformada numa “terra sem gente, nem numa terra de gente velha”.

Rubina Leal enalteceu as medidas que o Governo Regional implementou no apoio à natalidade, nomeadamente a redução do preço das creches em 40%, a implementação do ‘Kit-bebé’, através de um cheque de 400€ por nascimento, ou os passes gratuitos para crianças até os 12 anos.

Mas a social-democrata, defende que é preciso ir mais longe no apoio às famílias e apresentou medidas concretas, como a bonificação em 25% as taxas de IMI para agregados familiares com filhos até os cinco anos, o aumento da dedução fiscal, o alargamento da licença parental a partir do terceiro filho e a criação de um Programa Regional de Arrendamento para Jovens.

Para a população idosa, Rubina Leal, entende que é urgente reforçar as pensões, prestar mais apoio domiciliário e cuidados médicos ao domicílio, e ainda criar um Programa de apoio a adaptação das habitações.

No caso do Hospital Dr. Nélio Mendonça propôs que, depois da entrada em funcionamento do novo hospital, aquele estabelecimento de saúde seja aproveitado como unidade de acolhimento, dirigida a crianças, jovens e idosos.