Estepilha: A ministra trouxe vazio ou trouxe sintonia na promessa do “ferry”?

Ana Paula Vitorino entre PS, o “ferry”, o “vazio” e a “sintonia”.

O Estepilha andou, andou, mas há aqui qualquer coisa que não bate certo. Fez pesquisas, pensou qb, que é quanto baste, que não foi muito para dizer a bem da verdade (isto de pensar dá um pouco de trabalho), mas está cá a fazer uma estranheza esta história do “ferry” e da ministra do Mar, Paula Vitorino, que esteve na Madeira entre a convenção do PS-M, os chamados Estados Gerais, almoço com socialistas lá para os lados do Porto Moniz, para ver as vistas em notícia de grande impacto, além de uma visita “secreta” ao Caniçal, em rigoroso exclusivo, com o vice presidente do Governo. Uma agenda de se lhe tirar o chapéu. Mais ou menos como “uma no cravo, outra na ferradura”. E “ferry” parado sem ganhar frete. Tudo garantido, nada assegurado. Como convém.

O presidente do Governo, do PSD-M, diz que a falta do “ferry” todo o ano é culpa de Lisboa, de António Costa, da ministra do Mar que não mexe os cordelinhos para trazer o barco, que vem à Madeira dizer que está tudo ok mas afinal só depois de 2020. Portanto, em 2019, ferry só no verão e pago pelo Governo Regional. Nesse mesmo contexto, o da visita claro, o deputado Carlos Rodrigues, do PSD-M, afirmou que a deslocação da ministra foi um vazio, cheia de nada, mas quase ao mesmo tempo, Pedro Calado, vice presidente do Governo, do PSD-M, lado a lado com Paula Vitorino, transmitia a ideia, aliás colocada em título de jornal, que aquela cordialidade mostrava que Madeira e Lisboa não estavam de costas voltadas. Se o Estepilha leu bem um desses títulos era mesmo “Ministra e vice-presidente em sintonia no Caniçal”.

A gente sabe que a política é assim mesmo, anda a uma velocidade estonteante que às vezes não dá tempo, o momento é que conta. Mas que diabo, podiam ter falado uns com os outros para aquilo não dar tanto nas vistas. Ou avisem os jornais que têm o exclusivo para dizerem bem, mas com uma condição: não exagerem.

Como se diz no futebol quando a tática ainda não está bem “oleada”, falem antes de passar a bola.

Ou há um vazio ou há sintonia.

Ou será uma sintonia vazia?