“Frente Mar” na mira do MPT; partido suspeita de “grande ilegalidade”

O MPT-Madeira veio hoje criticar a empresa municipal “Frente Mar”, afirmando que, ao contrário de outros partidos, não ficou surpreendido com os sucessivos prejuízos que a mesma “tem vindo a acumular desde a entrada do professor Paulo Cafôfo na Câmara Municipal do Funchal”. Recordando que Cafôfo se propunha pôr a empresa a a dar lucro, o MPT diz que tal nunca aconteceu, “constatando-se que até aos dias de hoje os seus resultados financeiros, só pioraram de forma substantiva e gravosa”.

O Partido da Terra tem vindo a aperceber-se, que “desde então já foram nomeados vários administradores para esta empresa mal gerida e falida. O mais grave, mas não surpreendente, é que os sucessivos administradores nunca pediram para se fazer uma auditoria às contas, o que nos leva a suspeitar que muita coisa que se faz nesta empresa tem contornos de grande ilegalidade e por isso têm medo de expor as suas contas aos munícipes do Funchal”, acusa.

“O MPT-Madeira sempre soube que o professor Paulo Cafôfo e a sua equipa de vereadores e pastorinhos amestrados nunca se deram bem com a verdade e a transparência e isso é visível a todos os níveis e áreas que por eles estão tutelados. Mentem com todos os dentes que têm na boca, não olhando a meios para atingir os fins a que se propõem e aos quais estão reféns das negociatas trapaceiras que estão a impor nos labirintos corrosivos da política democrática, a mando do Primeiro-Ministro António Costa”, refere um comunicado assinado pelo dirigente Roberto Vieira.

“Para o Partido da Terra é importante ter memória e neste sentido podemos afirmar que esta empresa municipal “Frente Mar” já deu lucro e foi até um bom exemplo de gestão. O que não se percebe é como é que este lucro foi transformando em prejuízo, tendo mais recursos à sua disposição? Na verdade até percebemos como isto aconteceu e a única justificação é que a empresa municipal “Frente Mar” serve de máscara para os devaneios que imperam na Câmara Municipal do Funchal”, conclui.

O MPT-Madeira diz também saber “que a “Frente Mar” é um ninho de emprego para ‘Jobs for the Boys’, onde se pagam salários acima da média para satisfazer a clientela”.