Albuquerque acusou partidos da esquerda de “tacticismo cínico”

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, declarou hoje, no encerramento da apresentação do Orçamento e Plano da RAM para 2019, que o governo do seu partido “está a cumprir o seu programa”, e que a Região “precisa de continuar o seu caminho de crescimento económico, de coesão e paz social, de clareza nas propostas políticas a concretizar no futuro, sendo essencial para o sucesso de todos, a estabilidade política que só um Governo do PSD/M pode garantir”.

Falando na Assembleia Legislativa Regional, Albuquerque traçou um quadro cor-de-rosa: “Consolidámos o equilíbrio das finanças públicas; reforçámos a modernização e internacionalização da nossa economia; temos crescimento económico consecutivo em todas as áreas; temos mais e melhor emprego; o investimento privado cresceu exponencialmente; há mais protecção, apoio e coesão social; temos menos impostos para as empresas e para os cidadãos; temos mais rendimento disponível para as famílias; houve reposição de direitos e dos rendimentos dos trabalhadores; executaámos uma política ambiental exemplar a nível nacional e europeu; há retoma do investimento público; temos melhor Saúde; temos melhor Educação; temos mais inovação, melhor ciência, mais investigação, melhor cultura”, afirmou.

Por outro lado, afirmou que “o nosso objectivo não é agradar aos nossos adversários de sempre, o socialismo-bloquismo local ao serviço do centralismo lisboeta, mas lhes dar combate político na defesa da Madeira, do nosso Povo, e da nossa Autonomia”.

Numa indirecta aos partidos da oposição, declarou que os sociais-democratas não têm duas caras, uma aqui e outra em Lisboa. “Não desferimos murros postiços, simulados ou afectados”, ironizou, visando claramente Paulo Cafôfo.

Acusando a oposição de esquerda de “tacticismo cínico”, queixou-se de que na ALRAM, “reivindicam tudo e mais alguma coisa. Mas, na Assembleia da República, o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, subjugados ao Governo da República, votam – e continuam a votar – contra todas as propostas que beneficiam os Madeirenses e Porto Santenses”, acusou.