Plano de Contingência do Aeroporto Internacional da Madeira CR7 deverá ficar concluído até final do ano, ANA comprou 1000 colchões mas já desapareceram 200

Aeroporto cancelado
Em situações de cancelamentos e atrasos, o plano permite intervir no apoio aos passageiros que permanecem horas e mesmo dias no Aeroporto Internacional da Madeira.

 

Com Rui Marote

Pode chamar-se Plano de Contingência ou Plano de Prevenção, o objetivo mesmo é preparar o Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo de meios para enfrentar as inúmeras situações que ocorrem, durante praticamente todo o ano, relativamente a cancelamentos (por via de ventos, neblina ou motivos operacionais das companhias) e atrasos, que têm como consequência, umas vezes centenas, outras vezes milhares de pessoas à espera de voos.
A verdade é que está a ser preparado, pela ANA, um plano de intervenção, em articulação com o Governo Regional, que, ao que apurámos, deverá ficar concluído até final do ano, visando corresponder às necessidades sentidas pelos passageiros que aguardam o seu voo e passam horas no Aeroporto, necessitando de algum conforto durante esses longos períodos em que o cansaço e a ansiedade sobem naturalmente de dimensão. A entidade gestora da infraestrutura aeroportuária pretende criar as melhores condições possíveis em situações de grandes condicionalismos, que por si só, já causam um grande transtorno aos passageiros.
Mas enquanto o plano não fica concluído, a ANA Aeroportos já tomou a iniciativa de adquirir  alguns meios, tendo como objetivo dar resposta às necessidades imediatas, sendo que há cerca de cinco meses comprou 1000 colchões, 100 almofadas e 500 cobertores. Ainda na semana passada, segundo o Funchal Notícias apurou, foram acionados esses meios de apoio, com a distribuição de colchões, almofadas e cobertores sobretudo aos passageiros mais idosos.
A verdade é que esta medida da ANA- Aeroportos e Navegação Aérea, apesar de bem recebida, tem uma outra componente a ter em conta, esta de preocupação face ao comportamento de alguns passageiros que beneficiam desta situação. É que nesse mesmo dia, dos 40 colchões distribuídos, 20 desapareceram. E do total dos 1000 correspondentes à aquisição inicial, 200 sumiram inesperadamente, o que tem a ver, naturalmente, com o grau de inconsciência de muitos passageiros e uma falta de civismo a todos os títulos condenável.
A ANA está numa posição em que não pode intervir no sentido de inspecionar as malas dos passageiros, por não ter poderes legais para o efeito, pelo que as situações revelam-se inconsequentes e não há outra solução que não seja a reposição do material desaparecido, dentro das capacidades de aquisição.