Há greve e manifestação amanhã na Madeira dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica

De acordo com uma informação da delegação da Madeira do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, após a realização de plenário de trabalhadores, nomeadamente Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT,) do SESARAM, E.P.E., do IA-Saúde, IP-RAM e da Direcção Regional de Educação, a estrutura regional do Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) decidiu aderir ao protesto nacional, marcado pela plataforma sindical que negoceia a carreira especial de TSDT e que compreende 12 dias de greve em Dezembro, 1 por cada mês que passou entre a assinatura do protocolo negocial entre o governo e a plataforma sindical para a conclusão do processo negocial, bem como manifestações em diversas cidades do país.

O plenário de trabalhadores decidiu que serão realizados 10 dias de greve na Região Autónoma da Madeira (RAM), nomeadamente os dias 5, 6, 11, 12, 14, 18, 19, 21, 27 e 28. Decidiu, ainda, realizar uma manifestação de descontentamento com a actual situação, que acontecerá já amanhã, dia 5 de Dezembro, entre as 12 e 13 horas na baixa do Funchal e com concentração em frente ao Palácio de São Lourenço pelas 12h45. Esta manifestação coincide com a manifestação que será realizada em Lisboa.

“Entre as reivindicações do STSS estão, a continuação do processo negocial que está parado devido ao desacordo que existe relativamente, à tabela salarial (que é discriminatória relativamente a outras com o mesmo grau habilitacional e de responsabilidade), à transição para a nova carreira (onde são colocados 97% dos TSDT na base da carreira e 90% no primeiro escalão com a agravante de recomeçar a contagem do tempo de serviço para efeitos de progressão) e à avaliação de desempenho que não foi desenhada para carreiras pluricategoriais”, refere o Sindicato.

A estrutura regional do STSS lamenta os constrangimentos que estes dias de greve trarão aos utentes do Serviço Regional de Saúde e que passarão por dificuldades no atendimento nas áreas de diagnóstico (como nas análises clínicas, na ortóptica, na medicina nuclear, na audiologia, na cardiopneumologia, etc.), nas áreas terapêuticas (como a fisioterapia, a terapia ocupacional e a terapia da fala) e nos serviços farmacêuticos hospitares onde afectará a distribuição de medicamentos. A área da saúde ambiental e da higiene oral também serão fortemente afectadas, prevê o Sindicato. Porém, esta estrutura imputa a responsabilidade dos constrangimentos ao Governo da República, “que se tem mostrado irredutível e insensível às pretensões destes profissionais de saúde, que têm a sua carreira por rever há quase 20 anos”.