Os madeirenses ficaram a saber que o CDS-PP do futuro será de negociação, de consensos e não de lutas sem sentido. Foi pelo menos essa a ideia transmitida pelo líder regional, Rui Barreto: “O caminho do CDS não é o da “política bota abaixo”, nem do “passa culpas”, pelo contrário, o foco da sua ação é a “política com utilidade”, a “política que resolve os problemas” das populações”. Foi o que fez, dis Rui Barreto, em sede de Orçamento de Estado. Ao mesmo tempo, críticas ao PS.
A título de exemplo, deu a proposta de redução dos juros da dívida com os votos do BE, numa atitude reveladora da importância da “política negociada que o CDS privilegia”, o que só foi possível de concretizar por não haver no Parlamento nacional maioria absoluta de um só partido.
Rui Barreto diz que a preocupação do seu partido é a “política construtiva e positiva”, a “política com utilidade”, e fundamenta a sua afirmação com a aprovação de propostas na Câmara do Funchal, em particular as alterações ao PDM que permitem legalizar as casas clandestinas, o apoio às crianças das creches públicas e privadas e a criação do Cartão Eco que dará descontos na factura da água, mas também ao nível regional, destacando a redução elevada do custo com os passes para os transportes públicos de passageiros urbanos e rurais, passando a existir apenas dois valores, 30 euros para o Funchal e 40 euros para os restantes concelhos, ou no plano nacional, como aconteceu esta semana em que a proposta apresentada pelo CDS para a redução do juros da dívida foi aprovada com os votos do PSD e do BE, permitindo à Madeira poupar 10 milhões de euros por ano.
“O PS votou na Assembleia da República contra todas as propostas da Madeira”, relembra o líder da oposição regional, apontando outra direcção. “Fazemos política na base da concertação e da negociação, privilegiando a negociação em vez do bota-abaixo, coisa que o PS não tem feito.”
Rui Barreto entende que os socialistas “perderam uma oportunidade de ouro” para “corrigir na especialidade aquele que é um mau Orçamento” para a Madeira. “Aliás, alguns partidos preferem o passa culpas, guerreiam-se e não resolvem absolutamente nada, o CDS opta pelo caminho da política com utilidade, num exercício de cidadania a favor de uma política com resultados, é esse o caminho que o CDS irá fazer, um caminho de alternativa à política do PS e do PSD”, sublinha.
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