Cinco madeirenses representados em importante exposição de poesia experimental portuguesa em Brasília

Silvestre Pestana, um dos madeirenses representados, surge nesta imagem de uma das suas performances, “Drone V”, aquando da sua exibição em Campanhã, há cerca de quatro anos.

Cinco artistas madeirenses estão representados na exposição “Poesia Experimental Portuguesa”, na Caixa Cultural Brasília, na capital brasileira. São eles Silvestre Pestana, António Dantas, António Barros e os lamentavelmente já falecidos António Aragão e António Nelos.

Os conhecidos artistas originários da Madeira integram um leque de dezoito poetas cujos trabalhos podem ser vistos na exposição que está patente desde o passado dia 16 de Outubro e até 16 de Dezembro do corrente ano. Na sequência da inauguração desta mostra foi também homenageado o poeta português E. M. de Melo e Castro, que recebeu das mãos do embaixador de Portugal em Brasília, Jorge Cabral, o diploma de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique, título que lhe fora concedido pelo presidente da República a 10 de Junho de 2017.  A Ordem do Infante D. Henrique é uma ordem honorífica portuguesa que visa distinguir a prestação de serviços relevantes a Portugal, no país ou no estrangeiro, ou serviços na expansão da cultura portuguesa, da sua História e dos seus valores. É o caso de E. M. de Melo e Castro, nome maior da poesia visual, actualmente com 86 anos, que o jornalista autor do presente artigo (então ao serviço de um matutino regional) teve a oportunidade de entrevistar anos atrás aquando de uma passagem pela Madeira.
Residente há muitos anos no Brasil (mora em São Paulo), Ernesto Manuel de Melo e Castro, natural da Covilhã, foi um autêntico pioneiro da poesia visual em Portugal, que influenciou numerosos outros seguidores. A exposição, com curadoria de Bruna Callegari e Omar Khouri, inclui cerca de oito dezenas de trabalhos.
António Dantas (aqui representado num trabalho de sua própria autoria) é outro dos madeirenses cuja obra pode ser vista em Brasília.
Também homenageados, e em nome dos poetas participantes, foram os dois poetas presentes Fernando Aguiar e Silvestre Pestana que realizaram duas perfomances durante a inauguração.
Silvestre Pestana, refira-se, apresentou em 2016 mais de uma centena de trabalhos de sua autoria numa grande exposição no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, situado no Porto, onde o artista e poeta está radicado há anos. Aliás, foi nessa cidade que se licenciou em artes gráficas e design. A mostra foi uma iniciativa de João Ribas, então director-adjunto e curador do Museu de Serralves (hoje dirige aquela instituição museológica).
A exposição inclui ainda nomes relevantes da poesia experimental como Ana Hatherly, Salette Tavares,, Fernando Aguiar ou Emerenciano.