Madeira no exercício anual de Ciberdefesa do Exército português

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A iniciativa decorre até ao dia 16 de novembro,

O Governo Regional está a participar, desde segunda-feira, no exercício anual de ciberdefesa do Exército Português “CIBER PERSEU 2018”, no âmbito do qual têm ocorrido vários ataques no ciberespaço, que obrigaram a um conjunto de respostas concertadas por parte das várias entidades envolvidas neste conjunto de simulacros.

A iniciativa, que decorre até ao dia 16 de novembro, pretende “exercitar e avaliar a capacidade de resposta do Exército face à ocorrência de ciberataques, de âmbito nacional ou internacional, nomeadamente afetando as suas Comunicações e Sistemas de Informação que suportam o Comando e Controlo (C2) e que, por essa razão, ponham em causa a obtenção da superioridade de informação das Forças Terrestres”, como refere uma nota do gabinete de comunicação da vice presidência do Executivo Madeirense.

Segundo ainda a mesma nota “a Direção Regional do Património e Informática (DRPI), a convite daquele Ramo das Forças Armadas, integra, pela terceira vez, o grupo de mais de 60 organizações nacionais envolvidas. Não será alheia a esta adesão muito significativa a circunstância de estar em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados, bem como a legislação nacional que transpôs a diretiva NIS, no que à proteção de infraestruturas críticas e serviços essenciais dizem respeito”.

Ao longo do exercício “CIBER PERSEU 2018”, a Zona Militar da Madeira e o Governo Regional, através da DRPI, e outros organismos da administração pública, estão envolvidos na resolução de uma crise no ciberespaço, procurando assim, maximizar a resultante dos seus esforços conjuntos, contribuindo para a mitigação dos efeitos dos ciberataques e para a gestão dos riscos que uma situação desta natureza coloca à Região.

Neste contexto, está empenhada uma equipa tática especialmente dedicada à gestão de incidentes de segurança nas instalações da DRPI e no Palácio de São Lourenço, estará sedeada a célula de gestão de crises CIMIC (incluindo jogadores e observadores de organizações públicas e privadas), tudo sob o controlo de execução do exercício a funcionar na Academia Militar, em Lisboa, para onde foi projetado um especialista da DRPI.

A nota da vice presidência refere, também, a existência de “duas equipas (DRPI e In-Formar) compostas por cinco elementos cada que estarão empenhadas num exercício técnico designado Cyber Range, onde terão oportunidade de trabalhar em ambiente simulado com ameaças e ferramentas reais. Também deslocar-se-á a Lisboa um segundo especialista da DRPI para um treino competitivo, designado CTF – Catch the Flag, com o propósito de penetrar e atingir um objetivo dentro de uma infraestrutura informática (hacking).

Na Região, este exercício acolhe com o estatuto de “jogador”, para além da DRPI, o IASAÚDE, o Serviço Regional de Proteção Civil, a Investimentos Habitacionais da Madeira, Companhia Logística e Combustíveis da Madeira e a In-Formar.