Forte adesão à greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica na Madeira, três serviços atingem 100%

Centro de Saúde Bom Jesus 2
As análises clínicas estiveram fortemente condicionadas durante a manhã de hoje.

A greve dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica registou números elevados na Região, de acordo com dados avançados pela estrutura sindical regional. Há serviços que, pura e simplesmente, paralisaram, sendo que outros focaram seriamente condicionados.

O responsável sindical, Roberto Silva, revelou que a adesão global, pela manhã, andou pelos 85 por cento, no IASAÚDE e no SESARAM, apontando que os serviços de Ortóptica, Farmácia e Medicina Nuclear os números chegaram aos 100 por cento, enquanto outros serviços, como Análises Clínicas, Fisioterapia, Terapia da Fala e Terapia Ocupacional, atingiram elevados índices de adesão”. Pela tarde, os números chegaram aos 90%, cenário que “estava dentro das perspetivas do Sindicato”.

Roberto Silva diz que o objetivo é retomar as negociações, tendo em vista não só repor valores salariais, mas também em termos de carreira. “A proposta do Governo está ferida de inconstitucionalidade, designadamente nos princípios da igualdade e porporcionalidade, sendo discriminatória relativamente a outras carreiras na área da Saúde, com o mesmo grau de responsabilidade”.

O dirigente sindical fala que a tabela salarial é uma questão importante, mas a transição para a nova carreira também. O Governo propõe colocar 97 por cento dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica na base da carreira, tenham 1 ano ou 40 anos de carreira. Os restantes 3 por cento vão para a carreira intermédia, não há quem transite para o topo da carreira. Isto não há paralelo na Função Pública portuguesa, é altamente discriminatório. Além de que temos que esperar dez anos para passar de escalão. Isto é inadmissível”.

 


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