Os vereadores sociais-democratas na Câmara Municipal da Ponta do Sol vieram esclarecer que o sentido de voto do PSD Ponta do Sol “resultou de uma análise séria e responsável ao orçamento apresentado para o ano de 2019, considerando este um orçamento pouco ambicioso, na medida em que o município dispunha de meios financeiros bastante significativos, acumulado pelo baixo ou mesmo nenhum investimento ocorrido ao longo do corrente ano, penalizando por mais um ano o Concelho e o seu desenvolvimento”.
Estes responsáveis políticos consideram que este orçamento “não é suficientemente transparente, pois nele existem várias rubricas pouco claras ou simplesmente abertas sem qualquer previsão do custo real a investir e, em alguns casos, houve um aumento muito significativo dos valores, em relação ao ano anterior, sem ter havido depois, por parte do actual executivo, uma cabal explicação dessa decisão”. Isto, dizem, deixa-os apreensivos quanto à necessidade e utilidade das mesmas “e no pior dos casos deixando margem para tudo e mais alguma coisa”.
A abstenção dos sociais-democratas deveu-se, também, à não inclusão de grande parte das propostas que dizem apresentado, nomeadamente o reforço em 25€ nas bolsas de estudo aos estudantes universitários, em cada escalão; o apoio em 50% na mensalidade das creches, infantários e pré-escolar; o reforço significativo no apoio às Juntas de Freguesia e às Associações Concelhias;
o reforço de verbas no apoio às habitações degradadas de famílias carenciadas; a continuidade do Projecto de Requalificação Turística para o Concelho; e a requalificação da marginal da Madalena do Mar.
Em termos de aposta em áreas como o Social e o Turismo, “revela-se desolador as verbas atribuídas, denotando-se pouca preocupação do executivo em áreas relevantes como estas”:
“Relembramos ainda que neste orçamento está contemplada a admissão de pessoal para o quadro da autarquia, dentro dos mesmos moldes e praticamente com o mesmo número de postos de trabalho recentemente anulados, levando a crer que se tratou de uma questão política as razões então invocadas para a anulação dos concursos, prejudicando assim o concelho em cerca de dois anos, para colmatar as necessidades urgentes verificadas em diversas áreas, como é o caso da salubridade”.
“Em suma, na nossa opinião este orçamento, que deveria ser um instrumento importante de trabalho para o desenvolvimento do nosso Concelho, não passa de um instrumento de pura propaganda político-partidária, em que é notória a pretensão de iludir os menos atentos, pensando já nos próximos actos eleitorais que se avizinham”, concluem.
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