O partido JPP anunciou hoje que vai requerer uma audição parlamentar, na Comissão Especializada da Administração Pública, Trabalho e Emprego, relativamente à situação dos estivadores do porto do Caniçal, com o objectivo de esclarecer um conjunto de situações.
“O JPP pretende aferir das várias denúncias que chegaram ao grupo parlamentar e que referem um clima de assédio moral sobre os trabalhadores portuários, que poderá envolver violações de direitos laborais”, disse o dirigente Élvio Sousa. “Gostaríamos de chamar à Assembleia Legislativa da Madeira o director regional do Trabalho e da Acção Inspetiva e os responsáveis dos sindicatos (Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística e Sindicato dos Estivadores Marítimos do Arquipélago da Madeira)”, informou.
“Como partido político que se tem batido pela criação dos custos de transporte mais baixos – cujo funcionamento se rege há mais de 27 anos em regime de monopólio protegido – gostaríamos de apurar se estas situações estão relacionadas com este monopólio protegido, se existirá discriminação sindical ou manobras de intimidação aos funcionários e se haverá retaliação a esses trabalhadores pelo facto de terem optado pela liberdade sindical”, acrescentou o dirigente do Juntos pelo Povo.
Através desta audição parlamentar, o JPP pretende esclarecer se o direito constitucional de liberdade sindical pode estar a ser posto em causa, já que segundo algumas denúncias, a partir do momento em que os trabalhadores optaram por um sindicato alternativo passaram a fazer menos trabalho suplementar, com prejuízos nos seus rendimentos, passando para os valores mínimos, estipulados no contrato colectivo de trabalho (600 euros).
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





