PSD-M revoltado com redução de verbas da República para o novo Hospital, fala em “embuste”, em “golpada” e “uso do património da Região”

PSD-M jornadas parlamentares
O novo hospital e as verbas da República dominaram hoje a declaração relativa às Jornadas Parlamentares do PSD-M, com a presença do secretário regional Pedro Ramos.

O grupo parlamentar do PSD-Madeira está em Santana para as Jornadas Parlamentares, mas o dia de hoje, o segundo de trabalho e direcionado para a área social e particularmente a Saúde, foi dominado pelo Hospital e pela verba já confirmada de 14 milhões de euros que o Governo da República irá transferir, como primeira tranche, relativamente ao apoio nacional prometido de 50% do custo da infraestrutura.

Jaime Filipe Ramos deu voz à revolta social democrata madeirense. Diz o líder parlamentar que o dia 27 de setembro, data em que o Governo da República aprovou o apoio de 50% ao Hospital da Madeira, Projeto de Interesse Comum, parecia ter deixado a ideia que tudo estaria resolvido, mas não foi isso que aconteceu. Lembra que, hoje, essa resolução foi publicada e no papel as coisas não representam o que foi prometido. E explica: “O Conselho de Ministros anunciou 132 milhões e hoje aparecem apenas 96 milhões de euros. Isto é uma golpada, não se faz isto aos madeirenses. Com estes valores que foram anunciados, se não houver retificações, o apoio nem chega a 30% do Hospital. Isto não é sério”.

Jaime Filipe Ramos diz, ainda, que “pela primeira vez, sem qualquer anúncio prévio, a República quer usar património da Região para fazer dinheiro, com o Hospital dos Marmeleiros e com o Hospital Dr. Nélio Mendonça. Quer usar esse património para deduzir o dinheiro que dá à Região. Esta resolução é um embuste, é um recuo por parte do Governo da República. Espero que a resolução seja revista”.

O líder parlamentar chega à conclusão que “o Governo Regional quer o novo Hospital, a população quer, mas a República não quer”. Neste caso, diz, “as verbas são inferiores ao prometido, obrigando a que os madeirenses paguem mais do que estava previsto”, admitindo que a abertura do concurso público esteja condicionada por um eventual reajuste, por parte do Governo da Região, que perante esta situação, fica com verba a repor na globalidade do projeto”.