Administrador não executivo da TAP vai de “ARMAS” para “perceber a experiência” e diz que o barco deve ser acrescentado à mobilidade

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Foto Facebook Bernardo Trindade

Bernardo Trindade, madeirense, já integrou elencos governativos do PS, foi secretário de Estado do Turismo e é neste setor que tem incidido a sua atividade. Formado em Gestão de Empresas e Finanças, integra o Conselho de Administração da TAP, com um cargo não executivo. Foi de viagem no “ARMAS” para “perceber e vivenciar a experiência”. Fala dos ventos para dizer que “assumiu um caráter muito sério”. Fala das tarifas aéreas e diz que “não se resolve de um dia para outro”.

Na sua página pessoal da rede social Facebook, Bernardo Trindade decidiu dar conta desta opção pela viagem marítima de regresso ao Continente, num contexto em que a transportadora aérea nacional, a TAP, está sob fortes críticas por parte do Governo Regional, do PSD, mas sendo transversal a outras forças políticas e à generalidade da sociedade civil, tendo em conta os preços praticados e os inúmeros cancelamentos, por razões operacionais, que a companhia tem registado com particular incidência nos últimos tempos, a que se aliam os constrangimentos do Aeroporto Internacional da Madeira Cristiano Ronaldo, devido aos ventos, cujos limites, por terem sido definidos num passado distante, também são alvo de polémica.

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Chegada a Portimão. Foto Facebook Barnardo Trindade

Neste percurso marítimo, Bernardo Trindade escreve que “tendo a noção do que representa a mobilidade para todos nós, madeirenses, conhecendo bem todos os parceiros envolvidos, percebendo os constrangimentos atuais e o seu caráter tendencialmente estrutural, nada como adicionar uma nova abordagem ao tema…Sem agendas premeditadas, sem juizos prévios, apenas conhecer. Vamos a isso!”. Acompanha com imagens captadas a bordo e acrescenta comentários, em plena viagem, referindo “uma tarde atlântica de sonho…Bom ambiente” ou “um fim de tarde muito tranquilo” ou ainda, à chegada a Portimão, com “manhã bonita a receber-nos”.

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“Atenção que há coisas que assumo não saber, antecipo que nenhum de nós sabe, e devíamos saber, é quanto custa esta operação anualmente?”

No final, uma posição inequívoca: “O balanço é claramente positivo, devemos juntar à mobilidade aérea a mobilidade marítima. Claro que depende sempre do ângulo de observação. Se me perguntarem se prefiro ir do continente à Madeira por via aérea, com bom preço, sem problemas de vento e cancelamentos de outra ordem, digo, sim prefiro. Agora, confrontando-me com a realidade – a qual concedam – conheço bem. Aqui temos de olhar de forma muito pragmática : o tema vento assumiu um carácter muito sério, cuja resolução leva tempo. As tarifas resultam apenas das elevadas taxas de ocupação dos aviões que justificariam mais companhias na operação. Tema que não se resolve de um dia para outro.

E diz mais: “Em suma, para vários públicos, várias motivações, a operação marítima todo o ano, sim, justifica-se. No meu metro quadrado de responsabilidade afirmo: a resolução da mobilidade dos madeirenses passa por acrescentar o barco”. Mas salvaguarda: “Atenção que há coisas que assumo não saber, antecipo que nenhum de nós sabe, e devíamos saber, é quanto custa esta operação anualmente? Otimizando cada uma das áreas (pessoas, carga, veículos…)”