Sindicato comenta tratamentos de fisioterapia no concelho do Porto Moniz

Relativamente ao comunicado à comunicação social realizado pelo SESARAM, E.P.E., sobre o encerramento do Serviço de Fisioterapia no concelho do Porto Moniz, o Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS) veio mostrar a sua preocupação com a “contínua diminuição de acessibilidade por parte dos utentes do Serviço Regional de Saúde da Madeira (SRS) às áreas de diagnóstico e terapêutica”.

Este problema de acessibilidade, diz o Sindicato, resulta fundamentalmente de um desinvestimento que tem sido feito nos últimos anos nestas áreas, quer em recursos humanos quer em recursos técnicos. Estima-se que para assegurar as necessidades imediatas do SESARAM, E.P.E. faltem cerca de 30% de Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) nas diversas áreas de actuação, como nas Análises Clínicas, na Cardiopneumologia, na Farmácia, na Fisioterapia, na Terapia Ocupacional e na Saúde Oral, mas passando por todas as restantes profissões que os TSDT desempenham.

Relativamente ao número avançado pelo SESARAM, E.P.E., em relação aos utentes que se encontram em programa de reabilitação fisioterapêutica no Concelho do Porto Moniz, o STSS  esclarece que “este é o número de utentes que estão a ser efectivamente tratados e não dos que deveriam a estar a ser tratados e que atendendo à demografia do Porto Moniz , nomeadamente ao número de habitantes e à elevada faixa etária destes habitantes, se calcula em mais de uma centena de utentes a necessitar deste tipo de cuidados e que só não o são por problemas de acessibilidade a cuidados de saúde”.

Com o encerramento deste serviço, refere um comunicado assinado por Roberto Silva, delegado sindical do STSS, o SESARAM, E.P.E. diz assegurar os tratamentos no Centro de saúde de São Vicente, “esquecendo-se que não havendo um aumento do número de fisioterapeutas existirá uma sobrecarga para os que lá exercem funções ou então uma diminuição da prestação destes cuidados de saúde à população de São Vicente”.

A concluir, o STSS vem lamentar a confusão entre fisioterapeutas e outros profissionais que prestam cuidados de saúde diferenciados. “Os tratamentos de fisioterapia são realizados por fisioterapeutas e não por qualquer outro profissional de saúde e, infelizmente, devido à grande carência de fisioterapeutas, o SESARAM,E.P.E. não presta cuidados de fisioterapia ao domicilio o que
seria uma mais valia para os utentes do SRS”.