Banhistas queixam-se que parte da praia do Porto Santo está ocupada por privado que instalou 30 “chapéus” enterrados na areia

Porto Santo dia 10
A imagem retrata o espaço que motivou a crítica por parte dos banhistas na praia do Porto Santo.

Num mês de agosto em cheio no Porto Santo, com a praia como atração central, chegam-nos críticas, de vários quadrantes, sobre a existência de uma parte da praia, antes ocupada por banhistas e que agora está concessionada para infraestruturas balneares privadas.
Diz o leitor João Batista que “a Capitania do Porto Santo concessionou a melhor área de praia junto ao Bar do Henrique numa das melhores praias do mundo, a um empresário do continente português, ignorando os banhistas que há várias dezenas de anos frequentam a Praia do Henrique”.
Este retrato reporta-se ao dia 10 de agosto: “Quando chegámos à praia queríamos estender a toalha e não foi possível, porque o dito empresário colocou 30 chapéus enterrados na areia e duas espreguiçadeiras por cada chapéu, ocupando a praia quase toda, como forma de ganhar dinheiro à custa das boas condições naturais que esta ilha oferece, «atirando» os banhistas para o mar ou junto a este, na areia molhada. A Capitania ao ser contactada referiu que o senhor tinha autorização para ocupar 100 metros lineares. Acontece que ocupou a maior parte da praia”.
Por tudo isto, alerta “quem de direito para devolver a praia aos madeirenses, portossantenses e turistas como acontecia no passado. Se assim não for, a maior parte das pessoas tenciona deixar de vir para o Porto Santo, optando por Canárias, onde há civismo e respeito pelos banhistas”.
No texto enviado ao FN, refere-se que “se a economia do Porto Santo depende muito do Verão, porque há muita afluência de madeirenses e turistas, penso que com esta invasão da praia, no futuro a situação será pior, se os governantes não tomarem medidas que permitam a utilização da praia sem pagar. Haja bom senso e respeito por aqueles que pertencem à Região Autónoma”.