Rui Barreto considera comportamento da transportadora aérea Binter “uma afronta”

O dirigente do CDS-PP Madeira, Rui Barreto, classificou hoje como “intolerável” o silêncio do Ministério do Planeamento e Infraestruturas e “inconcebível” o comportamento da companhia aérea espanhola Binter, vencedora do contrato de concessão de serviço público da linha aérea entre a Madeira e Porto Santo. A empresa, nos últimos quatro dias, cancelou vários voos entre as duas ilhas, “prejudicando dezenas de passageiros.”.

Os centristas consideram que a companhia espanhola infringe assim, há quatro dias consecutivos, os deveres do cumprimento de serviço público plasmados no contrato de concessão. “Devem por isso ser-lhe assacadas responsabilidades ao nível dos prejuízos causados nas populações residentes no Porto Santo, mas também no sector do turismo, na economia local, em geral, estando ainda a causar situações embaraçosas ao nível da saúde dos residentes e no transporte de medicamentos”, denuncia o partido.

Por outro lado, o CDS considera estranho que a Binter tenha cancelado voos entre a Madeira e Porto Santo alegando “condições atmosféricas”. Nalguns casos, admite, isso verificou-se, mas apesar da normalidade do movimento aéreo no Aeroporto Cristiano Ronaldo ontem e hoje, sexta-feira, a companhia não efectuou os voos para Porto Santo, mas realizou as ligações que tinha programadas entre a Madeira e Canárias.

Trata-se, diz Rui Barreto, de “uma afronta merecedora de total reprovação”, pelo que o CDS entende que se exige da Binter uma explicação urgente e clarificadora, mas também um pedido público de desculpas às dezenas de passageiros afectados.

“Não pode a Binter permanecer remetida ao silêncio como se nada de anormal estivesse a protagonizar, porque, na realidade, o que se está a passar é grave, comporta elevados custos para o Porto Santo e tem que ser publicamente esclarecido”.