Governo Regional contraria afirmações do PS quanto a doentes encaminhados para tratamento no continente

 

A propósito de declarações do PS Madeira proferidas esta manhã, a propósito do encaminhamento de doentes da Região para tratamento em unidades de saúde do Continente, o Governo Regional da Madeira esclarece que “o aumento no encaminhamento de doentes para tratamento em unidades de saúde do Continente revela exactamente o contrário do que o PS afirma”.

“É precisamente, pelo facto do Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira ter melhorado e reforçado a sua capacidade de resposta, dispondo de uma maior diferenciação clínica, através do aumento do número de profissionais das mais variadas áreas de especialidade, que tem sido possível tratar, de ano para ano, um maior número de doentes”, afirma um comunicado do gabinete do secretário regional da Saúde, Pedro Ramos.

O acréscimo de encaminhamento de doentes para fora da Região deve-se essencialmente à patologia oncológica associada à necessidade de realização de exames complementares de diagnóstico, cirurgias e tratamentos altamente inovadores e à diferenciação dos serviços do SESARAM que dispõe de novas áreas de diagnóstico, que permitem a identificação precoce de novas patologias, esclarece a Secretaria.

“Em resultado desta aposta na diferenciação e na qualidade dos cuidados de saúde, os doentes são encaminhados para centros de referência nacionais e internacionais, que garantem de forma adequada e complementar as necessidades de tratamento da população. A programação da produção assistencial do Serviço de Saúde da Região teve sempre em linha de conta a possibilidade de referenciação para centros de excelência, em áreas em que a Região não pode constituir-se como a melhor resposta, pela sua dimensão populacional e baixa casuística”, reza o texto divulgado à comunicação social. Nele se realça também que “o Serviço Regional de Saúde diferencia-se do Serviço Nacional de Saúde pelo forte investimento que o Governo Regional da Madeira tem realizado na área da saúde, sobretudo no reforço dos profissionais, quer da área clínica, quer de apoio ao funcionamento”.