Funcionários judiciais fazem greve também na Madeira a 29 de junho, 2 e 3 de julho

O Sindicato dos Funcionários Judiciais (SFJ) decretou uma greve nacional para os dias 29 de Junho, 2 e 3 de Julho.

Os fundamentos que levaram o SFJ a convocar a greve são os sucessivos incumprimentos, por parte do Governo, de compromissos assumidos.
O Presidente da Direção Regional do SFJ, Pedro Diniz resume as reivindicações: a garantia da concretização de promoções para Adjunto no movimento ordinário do presente mês de Junho e a regularização do suplemento para os efetivos 10%, bem como o recuo e as reservas e alguma inflexibilidade por parte da tutela, demonstradas na mesa de negociação do nosso Estatuto, bem como a suspensão destas mesmas negociações para que o Ministério da Justiça reúna com o Ministério das Finanças de forma a apreciar as várias propostas e documentos apresentados, como o Projeto de Estatuto, o Vínculo de Nomeação, a Tabela Remuneratória e o regime de Aposentação são provas disso mesmo.
Os oficiais de Justiça exigem um Estatuto que reconheça e contemple a importância da classe, da qual depende o funcionamento de um dos mais importantes órgãos de Soberania e do Estado de Direito.
O SFJ reconhece que a greve comporta sempre sacrifícios, mas, sendo realizada no contexto e momento adequados, será seguramente um investimento num futuro melhor.
O “timing” da greve é este, principalmente, numa altura em que começa a ser preparada a proposta de OE2019, e para além dos compromissos não cumpridos, é determinante para tudo o que envolva questões financeiras, e outras (tão ou mais importantes), nomeadamente para as propostas-chave em sede de negociação estatutária -tabela remuneratória, regime de aposentação, recuperação do tempo congelado, regime de avaliação, vínculo de nomeação, entre outras.
“Não resta outra alternativa do que mostrar a nossa indignação, determinação e união, através de uma posição firme, de forma a fazer com que o Governo cumpra as promessas assumidas e perceba o que pode esperar caso não vejamos reconhecido, em sede de estatuto, tudo aquilo por que pugnamos e que é da mais elementar Justiça, nomeadamente para quem nela trabalha”, remata Pedro Diniz, Presidente da Direção Regional da Madeira do SFJ.

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