CDS opõe-se à fusão ou extinção de escolas sem debate aprofundado sobre as consequências

A temática da fusão ou a extinção(?) entre 15 a 20 escolas na Região foi abordada hoje pelo CDS-Madeira. Esta é uma questão que o partido reputa de grandeza e dimensão social, com fortes implicações na vida dos alunos e famílias atingidas, mas também junto dos professores e auxiliares de acção educativa, com consequências colaterais nos próprios concelhos e freguesias, e que, dizem os centristas, foi “lançada assim publicamente, à socapa, sem qualquer debate prévio, revela no mínimo falta de bom senso”.

Por causa do exposto, o CDS salienta que opor-se-á a qualquer decisão do Governo de fusão e/ou extinção de escolas.

A Madeira, refere, continua a ser a Região do país com a maior taxa de abandono escolar ao nível do ensino secundário. Regista quase o dobro da média nacional. “Um estudo recente da insuspeita Pordata, indica que 65 por cento da população activa da Madeira (cerca de 130 mil) tem um máximo de 9 anos de escolaridade. Significa que há mais de 84 mil pessoas com baixas qualificações. Perante um cenário destes, grave, que nos convoca a todos para um esforço no sentido de invertemos este problema social, o Governo Regional parece assobiar para o lado e avança com decisões que vão com certeza contribuir para um aumento do abandono escolar precoce e da desertificação de algumas freguesias”, salienta um comunicado do CDS-PP.

O partido quer que tudo seja debatido, ponderando todas as variáveis, “entre as quais a baixa natalidade, sem dúvida, mas colocando o enfoque na necessidade de que a Educação é o único caminho para almejarmos a uma sociedade social e culturalmente evoluída, solidária e autónoma”.


Descubra mais sobre Funchal Notícias

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.