Castro diz que o Governo Regional deve 1 milhão de euros à Câmara do Porto Santo

José António Castro
O movimento de José António Castro esclarece que viabilizou o pagamento de uma dívida da Câmara do Porto Santo à empresa Farrobo para evitar coingelamento das contas bancárias da autarquia.

O movimento “Mais Porto Santo” veio a público revelar que viabilizou, em reunião ordinária pública, “o pagamento de uma dívida de quase um milhão de euros da Câmara Municipal do Porto Santo à empresa Farrobo – Sociedade de Construções, pertença ao grupo Tecnovia, que remonta a 2006, sob pena do congelamento das contas bancárias da autarquia”. Diz que o custo dessa obra deveria ser imputado ao Governo Regional.

O movimento liderado por José António Castro diz que “se não o fizéssemos, apesar da Câmara do Porto Santo já estar em asfixia financeira operacional, as contas do município seriam penhoradas e ficaríamos numa situação ainda pior, comparativamente com aquela que nós, porto-santenses, já vivemos”, explica o vereador do movimento de cidadãos, que culpa do Governo Regional pela situação.

“Por causa de um calote que remonta a 2006, e que se prende com a construção do canil/gatil e da estrada de acesso à Igreja de São Pedro, numa altura em que se executavam obras atrás de obras, sem o mínimo de controlo, que resultaram numa dívida monstruosa, que continua a penalizar os porto-santenses, a Câmara Municipal do Porto Santo vai ser obrigada a pagar cerca de 25 mil euros por mês, durante 40 longos meses, até saldar uma dívida, que deveria ser da responsabilidade e paga pelo Governo Regional da Madeira. Se tivéssemos um Executivo honesto, verdadeiro, humano e seriamente comprometido com os porto-santenses, a autarquia seria libertada deste terrível ónus e permitiria que as verbas (abismais) fossem canalizadas para quem tanto precisa. Mas não é esse o entendimento do PSD-Madeira e dos seus cúmplices no Porto Santo, que estão à frente da Câmara e que se limitam a comer e calar, sem coragem de reivindicar”, condena José António Castro.

Ainda em relação a este processo, o líder do Mais Porto Santo também não poupa críticas ao PS e ao vereador Menezes de Oliveira, também enquanto anterior presidente da Câmara, pois “empurrou com a barriga” a dívida, quando estava no poder.