Bloco critica preços do transporte de carga entre o continente e a Madeira, no ferry

O Bloco de Esquerda veio hoje, pela voz do seu dirigente Paulino Ascensão, criticar os anunciados preços para o ferry que operará entre o Funchal e Portimão. No caso da carga, afirmou, os preços são verdadeiramente proibitivos. “Em algumas categorias, o preço do ferry de Portimão para o Funchal é cinco vezes mais caro do que em sentido inverso. E noutra categoria, chega a ser sete vezes mais caro”.

Como o custo da navegação, alega, é o mesmo em ambos os sentidos, Paulino Ascensão interpreta as disparidades como tendo o intuito de impedir a utilização deste meio de transporte para trazer carga para a Madeira, o que só acontece “porque o operador é o mesmo que domina o tráfego de carga via porta-contentores, a Empresa de Navegação Madeirense, que quer proteger o negócio que está estabelecido e não deseja que haja meios alternativos para abastecer a ilha da Madeira”.

Para o Bloco, esta situação, criticada hoje em conferência de imprensa no cais do Funchal, “é um assalto ao bolso dos madeirenses, que conta com a cumplicidade do Governo Regional”.

Por causa disto, o BE vai solicitar a intervenção da Autoridade da Concorrência. E., na perspectiva do Bloco, o ferry deveria funcionar o ano inteiro, pois “há mercado”.