Nova direção quer que o “Alma Lusa” volte a ser o que era

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No dia da tomada de posse que ocorreu a 8 de junho de 2018, o presidente do Alma Lusa, João Lemos apresentou o Projeto que a sua equipa pretende desenvolver no futuro da instituição que celebrou neste mesmo dia o 47.º aniversário.

A nível do desporto a nova direção quer dinamizar o máximo de modalidades, dando oportunidade a todas as crianças e jovens de São Martinho.

Atendendo a que o Alma Lusa neste momento tem apenas bilar, não há possibilidades de apostar em muitas modalidades. Na próxima época o clube gostaria de entrar no campeonato Regional de Basquetebol com duas equipas (uma feminina e outra masculina), isto porque foi o Alma Lusa que em 1971 teve a primeira equipa de basquetebol feminino na Madeira, embora tivesse começado com o futebol de 11.

O clube vai apostar outra vez no ténis de mesa, pois o Alma Lusa entre 1995 e 2001 teve 127 atletas nesta modalidade; no atletismo pela primeira vez, quer em femininos quer em masculinos; no futsal masculino pela primeira vez; no campeonato de veteranos de futebol de 11 e continuar no campeonato de bilar.

Quanto às outras modalidades vai avançar quando estiverem reunidas as condições mínimas, nomeadamente físicas e financeiras.

Um dos objetivos é retirar as crianças das ruas e evitar que os jovens entrem noutros mundos menos dignos. Deste modo, o clube está a colaborar na formação e educação daqueles que serão os homens e as mulheres do amanhã, com responsabilidades na nossa sociedade.

No entanto só será possível dinamizar algumas modalidades desportivas e outras atividades na  freguesia de São Martinho, se houver apoio das entidades públicas. Por isso, o clube quer espaços físicos com dignidade na maior freguesia da Madeira em termos demográficos, como seja a construção de um pavilhão e um campo de futebol de 11 para o Alma Lusa e para os outros clubes, pois no concelho do Funchal existem poucos campos.

Em relação ao vetor social, o clube pretende obter uma sala no Bairro da Nazaré para apoiar os alunos com mais dificuldades na disciplinas de matemática, português e inglês, assim como uma sala para os menos jovens ocuparem o tempo através dos jogos de sala.

“Temos uma equipa de pessoas humildes e com vontade de ajudar os outros. Para nós, as instituições só têm razão de existir se estiverem ao serviço da população e ajudarem as pessoas a serem mais cultas, bem formadas e mais felizes”, disse o presidente João Lemos.