República dá ultimato aos professores, Região ainda não respondeu e greve às avaliações avança

Francisco Oliveira AA
Francisco Oliveira toma posse hoje para novo mandato de três anos no Sindicato dos Professores da Madeira. Com uma greve às avaliações já marcada na Região.

“Ou os sindicatos aceitam a proposta do Ministério da Educação – contagem de tempo de serviço congelado de 2 anos, 9 meses e 18 dias – ou terminam as negociações sem recuperação de qualquer tempo de serviço”. Foi esta posição do Governo da República que rompeu, hoje, a reunião entre o ministro da Educação e a Federação Nacional dos Professores, a FENPROF, liderada pelo secretário-geral, Mário Nogueira.

O líder da FENPROF classificou esta proposta do Governo de “chantagem”, avançando com a possibilidade do recurso à greve aos exames e avaliações, a partir de 18 de junho. A decisão sobre greve aos exames será tomada na quarta-feira.

Mário Nogueira estará hoje, na Madeira, na sede do SPM, para a tomada de posse, pelas 18.30 horas, da estrutura sindical regional dos Professores, afeta à FENPROF mas com funcionamento autónomo, cuja liderança, para um mandato de três anos, é assegurada por Francisco Oliveira

O coordenador regional do Sindicato dos Professores da Madeira acabou o mandato anterior e prepara-se para começar outro com os mesmos problemas para enfrentar, uma reivindicação de contagem de tempo de serviço, que já levou ao SPM a anunciar, recentemente, uma greve às avaliações. “Está confirmada a greve às avaliações, admitindo-se eventualmente a sua antecipação de acordo com a evolução das negociações a nível nacional”.

A diligência mais recente por parte do Sindicato dos Professores da Madeira prende-se com o envio, na semana passada, à secretaria regional da Educação, de um ofício solicitando uma reunião urgente para a abordagem dos assuntos que preocupam os professores e educadores da Região. Francisco Oliveira diz que ainda não recebeu resposta e admite que “a situação pode agravar-se em função do que irá acontecer a nível nacional, uma vez que as manifestações de luta nacionais poderão, também, estender-se à Região, ficando a respetiva adesão ao critério dos profissionais”.

O líder da estrutura regional, que hoje começa novo mandato, diz haver, na Região, “uma discriminação da classe docente” referindo tratar-se de uma “prioridade” e da “reposição da legalidade”, através do estatuto da carreira docente. “Não queremos nada que não esteja contemplado na lei”.