Dívida da Câmara à ARM “é uma triste novela”, diz o CDS/PP

Rui Barreto seguro do Monte
Rui Barreto: “O CDS já tinha alertado para o facto de podermos vir a assistir à campanha partidária mais longa da história, com provável entrada no Guinness Book”.

O vereador do CDS-PP na Câmara do Funchal considera uma “triste telenovela” o desentendimento entre a autarquia liderada por Paulo Cafôfo e o Governo Regional de Miguel Albuquerque por causa do suposto incumprimento de dívidas do município para com a empresa pública Águas e Resíduos da Madeira (ARM).

A compita tem ocupado a agenda política mediática da última semana e já meteu ao barulho a secretaria regional do Ambiente e Recurso Naturais, a presidente do Conselho de Administração da ARM e o próprio secretário-geral do PSD, todos alinhando na tese de que a Câmara do Funchal não tem honrado os acordos firmados para amortizar a dívida da autarquia, o que tem sido negado pela vereação Confiança.

“O CDS já tinha alertado para o facto de podermos vir a assistir à campanha partidária mais longa da história, com provável entrada no Guinness Book, mas não contem com o CDS para joguinhos políticos”, explicou o vereador à saída da reunião. “Sobre este diferendo, o CDS quer ressalvar que é a favor do cumprimento integral dos compromissos e acordos celebrados, mas todos nos lembramos que no passado não sabíamos onde acabava a porta da Câmara e começava a porta do Governo Regional e do sector público empresarial”.

O CDS/PP diz que “o que está a ser dirimido nos tribunais é a taxa fixa – que entretanto a própria ARM deixou de cobrar, mas existiu entre 2006 e março de 2017 e foi contestada pelo anterior presidente – e os aumentos dos tarifários de 2014, que teriam um custo para os munícipes de 14 por cento na factura da água, e outro aumento de 21 por cento em 2017”.