Os pais não vão adiantar 500 euros no Natal à companhia aérea para os filhos virem à Madeira

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As declarações de Albuquerque foram proferidas na Praça do Povo, mas pela manhã, esteve na B1/PE das Figueirinhas (na imagem), no âmbito do Estratégia Regional de Promoção da Saúde Oral “Madeira a Sorrir”.

Miguel Albuquerque afirma-se “farto” do impasse da República relativamente a assuntos pendentes, um tema que tem sido recorrentemente abordado nos últimos tempos, com acusações que vão no sentido de supostamente haver uma agenda partidária, no Governo de Lisboa, no sentido de dificultar a ação do Governo e visando as eleições regionais de 2019.

À margem da entrega de prémios do concurso da Flor, na Praça do Povo, o presidente do Governo voltou a abordar a situação relacionada com esses assuntos, designadamente as taxas de juro, dizendo que as “que estamos a pagar é uma coisa absurda”, reforçando ideias anteriores defendendo que a Madeira não pode pagar à República taxas mais elevadas do que aquelas que a República paga ao exterior.

O subsídio de mobilidade é outro assunto “quente”: “Não estamos a pedir favores ao Estado. É preciso evitar que os pais dos jovens tenham que adiantar às companhias 500 euros das passagens para os filhos, que estudam no Continente, poderem vir no Natal à Madeira. Os madeirenses não têm que estar a adiantar dinheiro para a companhia aérea, não têm culpa de viver numa ilha. Se alguém se faz de surdo, não sou eu “.

Outros dos assuntos prendem-se com o financiamento do novo Hospital, as dívidas fiscais e as dívidas dos subsistemas de Saúde que não são pagos. Neste particular, diz-se preocupado “com a resolução dos problemas. Temos que assumir uma postura reivindicativa.

A agenda de Albuquerque, hoje, foi ainda preenchida com uma visita  à escola B1/PE das Figueirinhas, Concelho de Santa Cruz, no âmbito do Estratégia Regional de Promoção da Saúde Oral “Madeira a Sorrir”. A funcionar desde 2016, este programa já abrangeu 9018 crianças, em 102 escolas de toda a Região.