Funcionário do Grupo Pestana suspende greve de fome, já foi recebido pela Direção de Trabalho e caso vai acabar na Justiça

ADÃO FERREIA B
Ademir Adão Ferreira suspendeu a greve de fome que tinha previsto iniciar amanhã, Dia do Trabalhador.

O trabalhador do Grupo Pestana que tinha anunciado uma greve de fome, com início amanhã, 1 de maio, Dia do Trabalhador, junto às instalações da Direção Regional de Trabalho, decidiu suspender essa ação em virtude de ter recebido algumas indicações de que o seu caso não iria ficar sem avaliação, tanto das estruturas reguladoras do trabalho, como pelas instâncias judiciais.

Ademir Adão Ferreira, cuja história o Funchal Notícias publicou, envolvendo contornos que o levaram ao pedido de resolução de contrato, interpretado pela empresa como pedido de rescisão unilateral, afirma que “o Ministério Público deverá averiguar o caso”, referindo que desde que o seu processo foi público, já foi recebido duas vezes na Direção Regional de Trabalho, uma delas na presença de representantes da entidade patronal.

A empresa mantém a posição de que o trabalhador já não faz parte dos seus quadros, face ao pedido de resolução por justa causa. Por esse motivo, as baixas continuam a ser devolvidas, mantendo o grupo Pestana o entendimento que só os tribunais irão resolver, se o trabalhador tem razão para a justa causa, e nesse caso há lugar a indemnização e direito a desemprego, se por outro lado, a empresa tem razão e não há lugar a qualquer contrapartida.

Recorde-se que na origem do diferendo estão, segundo o trabalhador, diversas atitudes que considera discriminatórias, em vários momentos da sua atividade profissional enquanto empregado de limpeza do Grupo, sendo que a empresa, tal como referimos nessa reportagem, apenas responde que qualquer trabalhador pode exercer os seus direitos e recorrer para os tribunais se considerar que está a ser lesado.