Meios aéreos de combate a incêndios sem concurso internacional, ministro avança com ajuste direto e Madeira quer ser incluída na solução

Cabrita
Eduardo Cabrita admite, no limite, recorrer a requisição civil.

O ministro da Administração Interna disse hoje, em declarações divulgadas pela SIC, que está colocado de parte a abertura de concurso público internacional para meios aéreos de combate a incêndios, num plano que abrange o território continental, mas com a Madeira a reclamar uma solução integrada, como de resto deixou transparecer o ministro da Defesa quando interpelado pela deputada do PSD Sara Madruga da Costa.

Eduardo Cabrita, responsável pela pasta da Administração Interna, avança assim para o ajuste direto, atendendo à relevância da prevenção e da atuação e à necessidade de ser um processo célere por forma a responder ao que se pretende. O Governo da República não quer ser apanhado de surpresa depois dos trágicos incêndios do ano passado e, por isso, não vai poupar esforços para resolver o problema.

O governante admite mesmo, em caso de eventual atraso no processo, recorrer, no limite, à figura da requisição civil depois de esgotados todos os meios tendentes à solução procurada.

Recorde-se que tanto o Governo Regional como os deputados madeirenses na Assembleia da República têm vindo a fazer pressão junto do Executivo Central, no sentido de serem encontradas soluções também para a Madeira, sobretudo numa altura em que se aproxima o verão e os momentos mais sensíveis nesse domínio.

Ontem mesmo, a deputada Sara Madruga fez circular uma informação com as questões colocadas precisamente a Eduardo Cabrita, por escrito, lembrando que “o governo da república realizou na Madeira há um ano, um exercício sobre a utilização dos meios aéreos”, referindo ainda a interpelação ao Ministro da Defesa, que referiu a existência de um grupo de trabalho, que também deverá ter em conta a situação da Madeira.