“Mais Porto Santo” votou contra a Conta de 2017 e diz que “o Bloco Central renasceu”

Mais Porto Santo Câmara
O movimento de José António Castro diz que o “Bloco Central” renasceu no Porto Santo.

Na última reunião ordinária do órgão executivo da Câmara Municipal do Porto Santo, o Mais Porto Santo votou contra o processo de prestação de contas da gerência de 2017, “por uma questão de coerência”, explica José António Castro, líder deste movimento de cidadãos.

“Enquanto não for feita uma auditoria externa de apuramento à situação financeira da autarquia, que foi requerida por nós a 24 de Outubro de 2017, e que tem sido sistematicamente chumbada, em conformidade com uma promessa feita à população, da qual não vamos desistir, não nos resta outra solução que não seja votar contra os exercícios financeiros que nos são apresentados”, anuncia o Vereador, que diz ser lamentável o comportamento do PSD e PS neste capítulo.

Segundo José António Castro, “o Bloco Central, que liderou os destinos de Portugal entre 1983 e 1985, renasceu no Porto Santo, uma estranha aliança com claros prejuízos para todos os porto-santenses, que surge na sequência de condenáveis desentendimentos e provocações no passado. Agora, o PSD e o PS falam a uma só voz, aprovando tudo o que são contas do passado, sem que nenhuma entidade externa esclareça se existem ou não indícios de situações irregulares que possam constituir ilícitos ou desvirtuamento. Não podemos pactuar com esta falta de responsabilidade e sentido de Estado, pois a Câmara Municipal do Porto Santo vive em agonia financeira, que impede dar melhores e condignas condições de vida aos porto-santenses. Fizeram-se muitas asneiras nas últimas décadas e a verdade tem de ser apurada e transmitida aos porto-santenses”, justifica-se José António Castro.

Este movimento de cidadãos refere que “nada o move contra o actual executivo camarário e que nunca será um travão na evolução, desenvolvimento e crescimento de Porto Santo. “Mas não da forma que o pretendem, dando a entender que financeiramente tudo está bem. Primeiro é preciso fechar e apurar as contas do passado, uma fatura demasiado pesada que continua a ser paga por todos os porto-santenses e não pelos seus responsáveis”, finaliza José António Castro”.