O Mundo à Beira de uma Guerra Destrutiva

    1 – Após  os E. U. A terem deslocado uma provocadora e poderosa frota naval equipada com destroieres, porta-aviões e misseis Tomahawk, para a zona onde a Rússia mantém as suas forças militares no Médio Oriente, e depois dos cobardes ataques israelitas  contra uma base aérea da Síria, cujos terras dos Montes Golã  usurpam há mais de meio século; e tal como se verificou na Jugoslávia, no Iraque e na Líbia, sucederam-se as costumadas campanhas mediáticas de mentiras, “inventonas” e deturpações, para tentar justificar e banalizar os perigosíssimos bombardeamentos praticados pelos E. U. A. e pela Inglaterra e a França contra a República da Síria, aliada  da Rússia e do Irão, acontecidos  logo depois de vários ministros sionistas, com as mãos manchadas de sangue palestiniano, terem pedido aos norte-americanos a execução de um ataque militar direto contra aquele País, factos muito arriscados e temerários, capazes de acarretar dramáticas consequências para o Mundo.

Na verdade, depois da campanha em volta do alegado envenenamento do espião inglês Skripal e de sua filha, atribuído à Rússia sem um mínimo de lógica, pois o governo russo já o tinha libertado em 2010, pelo que tudo indica que se deve a uma manobra dos serviços secretos europeus e norte-americanos para gerar a instabilidade; sucedeu-se uma nova e ruidosa batalha sobre um suposto ataque com armas químicas do governo Sírio nos arredores de Damasco, que nega veementemente o ter praticado, e também de todo inverosímil, pois nada explica que os sírios usassem armas químicas nas vizinhanças de Chouta Oriental, quando já tinham libertado mais de 95% desse território e negociavam a rendição do último reduto dos terroristas.

De resto, diga-se de passagem, que quem já utilizou as criminosas e reprováveis armas químicas, foi a Inglaterra contra a Rússia bolchevique no Verão de 1917, e sobretudo os E. U. A. na guerra do Vietnam, onde ainda hoje nascem crianças deformadas, como consequência dos seus efeitos; pelo que a atual histeria norte-americana sobre a alegado uso desse tipo de armamento cheira a profunda hipocrisia.

Assim, o verdadeiro “crime” do povo e  do governo legitimo da Síria, foi terem resistido, com êxito, durante mais de sete anos, a uma terrível guerra movida pelo imperialismo; e de com a ajuda da Rússia, do Irão e do Líbano, seus aliados, estarem em via de libertar o seu País e de derrotar os terroristas fundamentalistas e os monstros assassinos do Estado Islâmico, vergonhosamente armados e financiados pelos E. U. A., e pelas ditas democracias ocidentais, nomeadamente a Inglaterra, a França, e ainda pelo Estado Sidonista que massacra impunemente o povo mártir da Palestina.

 

2- De modo que, aquilo que verdadeiramente explica e provoca esta nova e perigosíssima escalada belicista  do imperialismo contra a Síria, e o perigo da eclosão duma guerra catastrófica entre as maiores potências nucleares do planeta, é por um lado, o desespero causado pela imparável crise sistémica do capitalismo e a gradual perda da hegemonia política e militar dos velhos estados ocidentais; e por outro lado, o facto dos grupos terroristas e fundamentalistas apoiados e financiados pelos Norte-Americanos, pelo Reino Unido, pela França, e por Israel, estarem a ser completamente derrotados e terem falhado a pretendida destruição e fragmentação da República Árabe Síria.

É assim apenas por tudo isso, que os E. U. A. e os seus aliados, vergonhosamente cobertos pelo silêncio da maioria dos órgãos de comunicação social do Ocidente, têm boicotado de forma permanente os esforços para o diálogo e a Paz e violado, sistematicamente, o Direito Internacional, a Carta das Nações Unidas, e procurado instrumentalizar a própria O. N. U., com a colaboração de alguns dos seus responsáveis.

 

3- Face aos perigos reais que ameaçam destruir a Humanidade, impõe-se que as forças progressistas nacionais e internacionais se unam na luta intransigente pela Paz, contra os aventureiros crimes bélicos imperialistas, e que defendam o cumprimento integral do Direito Internacional, o respeito pela independência e a soberania dos povos, bem como o direito do povo sírio decidir o seu futuro, livre de qualquer tipo de ingerência externa.