Estepilha: Um murro na mesa, outro na viagem

Cafofo Londres
Cartaz de divulgação já está a circular para promover o “jantar convívio”, dando sequência ao que já acontecera recentemente.

Estepilha, quem decidiu, em tempos, “aderir” às idas à Venezuela e à África do Sul, num toma lá, dá cá, que muitos sabem quais os contornos, as razões e os objetivos, já deve estar arrependido “quantos cabelos tem na cabeça”. Uma coisa que era para dar um empurrãozinho só para um lado, tornou-se uma “corrida” que não é brincadeira. E agora, será o cabo dos trabalhos para dar a volta a isto. É que os jornais, no seu direito à “legítima defesa” de garantir o futuro, tanto dão um murro na mesa como fazem uma viagem. E assim, em 2019, está garantido na mesma. Para os jornais, claro, porque garantia mesmo, para os outros, só vai dar para um.

Não é que o “staff” do presidente da Câmara descobriu o “filão” que o Governo já tinha encontrado e não quer outra coisa? Bastou seguir exemplos e pronto, Reino Unido com ele, a 2 de junho, com um cartaz de fazer inveja a muitos que andam por aí. Discursos, música e muita animação pela noite dentro. Pelo que se vê, dava uma primeira página de categoria. Melhor que muitas que andam por aí.

O Estepilha não tem nada contra, até porque as comunidades, que não têm nada a ver com estas questões de “paróquia”, gostam de receber bem os políticos da Madeira, para mais tratando-se de um candidato a presidente do Governo nas próximas eleições. Quem recebe presidentes, também recebe candidatos. E esta coisa de receber bem não é para quem quer que seja ficar preocupado, como aliás também já disse o nosso primeiro-ministro, que tanto recebe um autarca como vai receber um presidente do Governo, por esta ordem ou por outra.

Mas voltando a Londres, o Estepilha só tem pena pela comitiva. É que nessa altura, o Manchester e Mourinho já devem estar de férias. Também, a jogar como jogaram ontem, com uma derrota contra o último classificado que deu matematicamente o Campeonato ao Manchester City, não valeria grande pena. E o Mundial só começa a meio do mês. Trabalho é trabalho, futebol é futebol. O “jogo” é outro…