António Trindade pede reflexão sobre a quebra na hotelaria no período da Páscoa

Foto de António Trindade, in Facebook.

A publicação “Publituris” alerta para o facto de a taxa  de ocupação desanimar a hotelaria neste período de Páscoa. Apenas 35% dos hoteleiros estimam uma taxa idêntica à do ano passado. Portugal está a perder turistas e o facto é motivo para reflexão. O setor mais lucrativo da Madeira pode estar a dar sinais de debilidade.

O hoteleiro madeirense, António Trindade, no seu Facebook, comenta a notícia da Publituris” nestes termos: “A leitura destes números obrigam a uma reflexão muito profunda e urgente sobre as principais razōes deste decréscimo com previsōes idênticas para o futuro próximo. Há efectivamente uma recuperação enorme dos mercados turco, egípcio e tunisino. Um aumento forte na Grécia… mas a verdade é que o nosso Aeroporto de Lisboa responde negativamente aos pedidos de novas operaçōes para aquele destino, no Aeroporto da Madeira não são comunicados os resultados dos estudos sobre a inoperacionalidade daquela infra-estrutura e quais as medidas a tomar… E no entretanto, porque a conjuntura tem sido muito favorável, é ver o crescimento da oferta turística por todo o País. Não sou o maior defensor das “moratórias”, mas estou convicto de que a reação dos responsáveis ( incluo públicos e privados) a este desfazamento entre procura e oferta que já se começa a sentir, terá de acontecer a um ritmo muito mais rápido, sob pena de invertermos, a curto prazo, o ambiente positivo sentido pelo sector turístico no País”.

Para um conhecimento mais exato da notícia divulgada pela “Publituris”, a 26 de março, o FN reproduz: “Apenas 35% dos hoteleiros inquiridos pela AHP acredita que vai registar uma taxa de ocupação na Páscoa superior à verificada no mesmo período do ano passado. Este valor é ligeiramente inferior ao verificado no inquérito sobre o Carnaval.

Segundo os dados revelados esta segunda-feira pela Associação da Hotelaria de Portugal, para o período das férias escolares, de 26 de Março a 6 de Abril, apenas 35% dos hoteleiros inquiridos indicaram que a taxa de ocupação será melhor do que a de 2017. No entanto, para 64% dos inquiridos, o preço médio por quarto ocupado será melhor e 61% considera que terá um RevPAR superior. As receitas totais e de alojamento serão iguais ou melhores para 79% e 80% dos inquiridos, respectivamente.

A associação revela que o Algarve é a região do País mais optimista face à taxa de ocupação e que a a estada média será igual ao ano anterior em todas as NUTS. À semelhança dos quatro últimos anos, Portugal e Espanha serão os principais mercados emissores durante este período (24% e 22%, respetivamente).

Lisboa é a região mais animada em relação ao fim-de-semana, no que concerne o indicador da Taxa de Ocupação.

O ARR e o RevPAR serão melhores em todas as NUTS, com excepção do Alentejo e Açores. Nestes dois indicadores, as regiões mais optimistas são a Madeira e Lisboa.

Carnaval

No que respeita ao período de Carnaval,  apenas 36% das unidades hoteleiras inquiridas tiveram uma melhor taxa de ocupação face ao mesmo período de 2017. O preço médio por quarto ocupado foi superior para 59%, acompanhado pelo RevPAR que foi melhor para 55% dos inquiridos. A estada média foi idêntica à do período homólogo para 60% dos inquiridos.

Quanto a mercados, Portugal, Espanha, França, Reino Unido e Brasil foram apontados como os principais mercados. Em termos de evolução, destaque para a performance do mercado interno e francês.

Estes dados são resultado de um inquérito realizado junto dos seus associados, entre 12 e 19 de Março. Em relação às expectativas para a Páscoa, a AHP analisou tanto o período global das férias escolares como o fim-de-semana. Para o período das férias escolares, de 26 de Março a 6 de Abril.”