Idalino defende antecipação das obras no Aeroporto do Porto Santo e reflexão sobre capacidade hoteleira

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Idalino Vasconcelos considera que a antecipação de obras previstas no Aeroporto do Porto Santo são o primeiro passo para uma alternativa ao Aeroporto da Madeira CR7 quando este está inoperacional devido ao mau tempo.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo não participou no debate promovido pela Ordem dos Engenheiros Técnicos abordando a questão de Aeroporto da ilha dourada ser alternativa à infraestrutura na Madeira quando esta está inoperacional devido às condições meteorológicas, porque neste dia é apresentado o programa dos 600 anos da Descoberta.

Mesmo assim, Idalino Vasconcelos enviou uma declaração, que foi lida no debate, onde o autarca defende ser importante “dotar o Aeroporto do Porto Santo com melhores condições. Uma antecipação das obras, ao que julgamos saber, previstas no caderno de concessão, deverá ser o primeiro passo, nomeadamente com a ampliação da área de chegadas, por via das mais morosas e complicadas operações extra-Schengen, assim como a ampliação da zona de tratamento de bagagem. A plataforma de estacionamento de aeronaves, com um a ligeira ampliação e apenas por razões de segurança, sem necessidade de reforço no pavimento será suficiente para aumentar significativamente a sua capacidade”.

O presidente da autarquia diz que “devemos considerar ainda os tempos de espera dos passageiros, que não chegaram aos seus destinos, por força das condições atmosféricas e fazer desse facto uma oportunidade para conhecer o Porto Santo. Parece-me ser fulcral agarrar nesta oportunidade para que esses turistas possam, através da sua curta estadia na ilha dourada, criar a vontade de voltar à ilha, num outro momento para férias. Daí ser importante discutir esta situação com os agentes locais”.

Considera, por outro lado, que “relativamente à questão das transferências de passageiros, por outra via, neste caso a marítima, também é importante pensar na forma. Melhores condições do Porto do Porto Santo, a própria ligação em si, a questão da segurança e o conforto para os passageiros que se viram privados de chegar ao seu destino por via aérea são assuntos que merecem ser fortemente debatidos. Se a infraestrutura aeroportuária apresenta condições favoráveis a esse possível aumento de trafego, por outro lado o parque hoteleiro também deverá corresponder com preços competitivos com cunho de investimento, para não acontecer o que ainda há pouco tempo se verificou com aeronaves a divergirem da Madeira para o aeroporto de Faro, alegadamente porque os preços aí praticados eram bem inferiores aos dos hotéis do Porto Santo e estamos a falar de pleno Inverno. A mesma atenção terá que se verificar nos preços a praticar no transporte marítimo inter-ilhas. Por isso é necessário refletir a própria capacidade hoteleira da ilha”.