Banco de tempo da Jaime Moniz assinala 15 anos a prestar serviço gratuito a quem mais precisa

Fotos FN

O Banco de Tempo assinala 15 anos de existência na Escola Secundária Jaime Moniz. Tudo se resume a mais de uma década de serviço gratuito prestado ao outro, maioritariamente por professoras aposentadas, que acederam trocar, não dinheiro, mas disponibilidade do seu tempo a quem mais precisa.

A efeméride foi hoje assinalada, no átrio da ESJM, através da inauguração de uma exposição fotográfica do Banco de Tempo, intitualada “15 anos, 15 histórias”, da autoria da fotógrafa Inês d’Orey. Nos corredores desta instituição, a comunidade escolar poderá apreciar 15 perfis de dinamizadores deste projeto implantado em todo o país. Todas as fotografias procuram transmitir uma mensagem estruturante: o tempo ao outro é sempre um ato de amor.

O aniversário oficial dos 15 anos do BT Jaime Moniz celebra-se a 27 de março e esta exposição procura já mostrar a todos o trabalho que tem sido feito e poderá ser continuado pela comunidade escolar, em termos de dedicação a quem mais precisa.

No ato inaugural da exposição, esta manhã, o presidente do conselho executivo , Jorge Moreira, enalteceu o contributo do Banco de Tempo, destacando o empenho e esforço das suas dinamizadoras na prestação de um serviço gratuito que tem enriquecido a comunidade educativa.

Estas docentes, após terem cumprido com brio a profissão da docência, mantêm o vínculo a esta Escola para doarem tempo aos outros, de forma gratuita. Maria do Carmo Araújo, professora de inglês na ESJM, aposentada, tem sido a mentora e a alma do projeto que já está implantado em vários concelhos da Madeira. “Só dou o que sei, quero e gosto. Cada um deverá descobrir e colocar ao serviço do outro os seus talentos. O tempo de crise em que vivemos exige um “eu” e um “tu” traduzidos em amor, paz, afeto, sabedoria e partilha”, salientou Carmo Araújo, na sua intervenção, fazendo um apelo veemente à continuidade desta mensagem e à entrada de mais voluntários. Referiu ainda que “a Escola ainda não assimilou, com profundidade, todas as dimensões deste projeto, talvez devido à postura discreta dos seus membros”. Por isso, enfatizou, “precisamos da colaboração de todos na divulgação do projeto, nomeadamente dos diretores de turma , no sentido de fazerem chegar aos alunos a mensagem”.

Maria Emília Costa, uma das coordenadoras deste projeto agradeceu também  a colaboração da direção da ESJM e de todos quantos têm dado o seu contributo à continuidade do Banco de Tempo. Na verdade, explicou, há uma grande dificuldade das pessoas em pedir ajuda, sendo mais o Banco de Tempo a oferecer serviços. Que serviços? Por exemplo, conduzir alguém a um lugar, acompanhar a uma consulta, fazer companhia a quem precisa, ler em voz alta a quem está doente, entre muitos atos de amor, feitos com o coração aberto ao outro.

Os interessados poderão apreciar esta exposição itinerante que está patente à entrada da ESJM.