PCP continua campanha nacional contra a precariedade laboral

O PCP realizou hoje uma acção de contacto com os trabalhadores e a população da Região na sequência da campanha nacional do PCP “Valorizar os Trabalhadores”, para abordar a problemática da precariedade laboral.

No Largo do Chafariz, no final da iniciativa, o deputado do PCP, Ricardo Lume, salientou que a precariedade laboral é um flagelo que afecta milhares de trabalhadores na RAM.

“A precariedade laboral é a precariedade da vida e a precariedade da família e factor de pobreza, exclusão e instabilidade social”, alertam os comunistas.

Na Região, segundo dados estatísticos publicados recentemente, mais de 19 mil trabalhadores têm vínculos precários ou seja, 20% dos madeirenses que têm trabalho são precários.

“Os vínculos precários afectam principalmente os jovens. Em média um trabalhador com vínculo laboral precário recebe menos 30% a 40% de salário que um trabalhador com vínculo efectivo, assim como um trabalhador com contrato a prazo está mais vulnerável a ser confrontado com o desemprego. É possível constatar que no último trimestre de 2017 mais de 40% das novas inscrições no Instituto de Emprego foram trabalhadores que viram chegar ao fim o seu vínculo laboral não permanente. Os dados que referimos não incluem os trabalhadores que estão a recibos verdes, pois somando esses trabalhadores o cenário é bem mais negro”, sublinhou Ricardo Lume.

Apesar do crescimento económico que existe na Região, hoje existem mais trabalhadores com contratos a termo que em 2015, quando o actual Governo Regional tomou posse, ou seja, o aumento do emprego na Região está a ser feito através de vínculos precários.

O crescimento económico deve sobretudo garantir trabalho com direitos. “Se um trabalhador faz falta todos os dias porque é que tem um contrato precário?”, questiona o partido.

“São os trabalhadores que produzem a riqueza, por isso impõe-se que a um posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo. Vínculos estáveis significam vida estável mais formação e experiência, assim como garantem uma economia mais avançada e produtiva”.