
O grupo parlamentar do PSD-M estará de hoje até quarta-feira em Bruxelas, a convite da eurodeputada Cláudia Monteiro de Aguiar, para reuniões de trabalho com representantes de diversas instituições europeias: Carlos Moedas, Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação; embaixador Nuno Brito, representante permanente de Portugal junto da União Europeia; Kathleen Figueiredo, consultora da EURODOM (associação que representa as regiões ultraperiféricas francesas); Sabine Bourdy, Chefe de Unidade para as RUP da Direcção-Geral da Política Regional; Christian Gsodam, do Comité das Regiões; Christos Economou, Chefe de Unidade da Direcção-Geral dos Assuntos Marítimos e Pescas.
Isto, a par da sessão no Parlamento Europeu, com a eurodeputada Cláudia Monteiro Aguiar.
Estes encontros terão como base as matérias que dizem respeito à RAM, com especial destaque para o seu posicionamento enquanto Região Ultraperiférica, de acordo com o Memorando RUP – Caderno reivindicativo das RUP entregue à Comissão Europeia em Março de 2017 e a consequente Comunicação da Comissão Europeia sobre as RUP – Estratégia da COM para as RUP, em Outubro de 2017, reza um comunicado de imprensa.
Os social-democratas enumeram os temas que serão tratados com as diferentes instituições:
- Solicitar que a Comissão garanta uma plena aplicação dos objectivos comunicação da Comissão Europeia de 2017 «Uma parceria estratégica reforçada e renovada com as Regiões Ultraperiféricas da UE» em prol do desenvolvimento e crescimento das Regiões Ultraperiféricas.
- Sublinhar a importância de, ao abrigo do Estatuto da Ultraperiferia, posicionar as RUP ao nível mais elevado de acesso aos Fundos, elegendo-as automaticamente ao grupo das Regiões alvo do nível máximo dos apoios da Coesão independentemente do respetivo PIB per capita, de modo a protegê-las e a capacitá-las, continuando a permitir o crescimento e o emprego. Os novos instrumentos financeiros para as RUP a operacionalizar através do Banco Europeu de Investimento devam servir como estratégia complementar para o desenvolvimento económico e competitividade empresarial, mas nunca para substituir os subsídios a fundo perdido advenientes da Politica de Coesão.
- Manter de taxas de apoio majoradas (85%).
- Reforçar a Dotação adicional FEDER (verba para compensar sobrecustos).
- Reforçar as verbas afetas ao Programa de Apoio à Agricultura e ao Mundo Rural das RUP (POSEI). A criação de soluções inovadoras e apropriadas para facilitar o acesso das RUP e das suas produções aos mercados de países terceiros. Necessidade de um financiamento robusto das atividades da pesca e do mar nas RUP, nomeadamente através da definição de fundos autónomos para o apoio a estas atividades nestas Regiões e a possibilidade de apoiar a renovação da frota pesqueira.
- Revisão da directiva sobre o Imposto Especial de Consumo, para que a Madeira e os Açores venham a ter um tratamento idêntico às Regiões francesas. Na Madeira e Açores temos uma redução de 75% do IEC sobre o Rum e licores produzidos e consumidos nas Regiões, mas em França existe uma redução de 50 % do IEC no Rum produzido nas RUP francesas e consumido em todo o espaço continental.
- Defesa das produções tradicionais (Banana) nos Acordos de Comércio Livre que a UE está a assinar com muitos países (Canadá, China, Japão, Austrália, etc.) e Organizações regionais (CEDAO, Mercosul).
- Importância da continuação dos apoios para a Investigação, Ciência e Inovação, numa lógica também de coesão e não só de valor acrescentado Europeu.
- Enaltecer o apoio e o papel que o Comité das Regiões tem dado às Regiões Ultraperiféricas, acolhendo sempre as suas propostas e aprovando, maioritariamente as suas reivindicações.
- Necessidade de um financiamento robusto das atividades da pesca e do mar nas RUP, nomeadamente através da definição de fundos autónomos para o apoio a estas atividades nestas Regiões e a possibilidade de apoiar a renovação da frota pesqueira.
- Manutenção das quotas de pesca.
- Importância da economia do Mar para a nossa Região, sublinhar a importância da continuação dos apoios à aquicultura, no âmbito do próximo quadro financeiro.
- Importância do CINM para a economia Regional.
- Importância da defesa, no âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual, do acesso das RUP ao nível mais elevado dos apoios da União.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






