SESARAM acusa JPP de veicular notícias sem fundamento sobre os serviços de saúde

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O Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira (SESARAM) veio hoje lamentar “que os deputados da JPP insistam em veicular informações especulativas e sem qualquer rigor sobre os serviços de saúde, provocando alarmismo social sem fundamento”. Na sequência de notícias veiculadas pela comunicação social, com base em declarações proferidas pelo grupo parlamentar da JPP, o SESARAM emitiu um comunicado de imprensa no qual garante que “não há falta de vacinas que integram o esquema recomendado do Plano Nacional de Vacinação”.

Por outro lado, informa que em 2017 o Serviço de Saúde da Região disponibilizou cerca de 100 mil doses de vacinas, no valor de 900 mil euros, o que se reflecte numa taxa de cobertura da população na ordem dos 99 por cento; e acrescenta que durante o corrente ano, prevê gastar 36,2 milhões de euros em medicamentos, o que corresponde  a 10% de aumento relativamente aos gastos totais com medicamentos em 2017. Destes, 1,2 milhões de euros destinam-se à aquisição de vacinas, através de compra centralizada aos  Serviços Partilhados do Ministério da Saúde,  a qual foi    publicada em Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira, em Setembro de 2017.

Já relativamente à falta de Acetilsalicilato de Lisina, comumente designado pela marca “Aspegic”, a nota de imprensa informa que este medicamento tem estado em ruptura no fornecedor, prevendo o mesmo que o aprovisionamento do medicamento em causa  seja feito no início do presente mês. “Mais se informa,  que aos doentes com necessidade desta substância foram administradas alternativas terapêuticas”.

Por outro lado, no que concerne ao aparelho destinado aos testes de audiometria, “informamos que já foram desencadeados todos os procedimentos administrativos para aquisição de um novo equipamento, que deverá chegar até à próxima semana. Infelizmente uma avaria técnica detectada no equipamento tem inviabilizado a realização dos rastreios. Recorde-se que o Hospital Dr. Nélio Mendonça, foi um dos cinco hospitais pioneiros no país a implementar o programa de rastreio à surdez infantil, e tudo está a ser feito para recuperarmos esta boa prática. Durante o período de substituição do equipamento este tipo de avaliação tem sido assegurada pela observação dos profissionais de saúde, que no caso de necessidade recorrem a outros meios de apoio ao diagnóstico. Assim que o novo equipamento esteja disponível, o Serviço de Saúde irá convocar todas as crianças para o respectivo rastreio”.

O SESARAM conclui afirmando que “continuará empenhado na prestação de cuidados de saúde à população com qualidade e segurança”.