CDU critica plano e orçamento da CMF para 2018, que considera “de cosmética”

A CDU esteve hoje no Funchal, a desenvolver uma iniciativa política, na qual fez uma abordagem à proposta de Plano e Orçamento para 2018, apresentada pelo executivo camarário. Nas declarações prestadas pela deputada municipal da CDU, Herlanda Amado, foram apontadas aquelas que deveriam ser as linhas de intervenção prioritárias. “A habitação e o investimento nas zonas altas são apontadas como uma prioridade para este ano. Mas destas prioridades apresentadas, apenas vemos verbas residuais no orçamento”, criticou. Para a CDU, já era tempo de se ver mais investimento no terreno, tendo em conta que este executivo deixou passar um mandato inteiro, sem que se vissem obras estruturantes para o concelho. “Muitas obras de acessibilidades que são fundamentais para as populações das zonas altas, muitas delas já propostas pela CDU nos últimos anos, apenas constam no papel ou nas placas ressuscitadas à entrada de cada sítio”.

“No nosso entender”, disse Herlanda Amado, “este é um orçamento que não consagra imediatamente verbas suficientes para combater, por exemplo, o flagelo da habitação. É inaceitável que; passados quatro anos de mandato deste executivo e já tendo entrado no seu quinto ano; depois de avaliações e levantamentos das necessidades; de debates sobre esta necessidade premente do concelho, ainda não se vislumbrem verbas suficientes para construção de nova habitação este ano. Na previsão de intervenção nos bairros sociais, o que consta são recuperações que não passam de intervenções de cosmética, quando o que se exigia da parte da autarquia, seriam intervenções estruturais. Estas constituem algumas daquelas questões que consideramos prioritárias em termos de investimento e às quais deveria a Câmara Municipal dedicar especial atenção”, aconselha a CDU.

Herlanda Amado disse ainda que a proposta de plano e orçamento para o concelho do Funchal “deveria ser orientada para a concretização de obras que dinamizem a actividade económica local, preponderantes para o suprir de necessidades específicas das populações no âmbito da construção, reparação e manutenção de acessos, considerados vitais para a qualidade de vida das populações, construção de mais habitação social para suprir as necessidades já identificadas no concelho e recuperação efectiva e estruturante dos complexos habitacionais, sob alçada do município e não apenas uma operação de cosmética”.

Para os comunistas, a implementação deste conjunto de reivindicações das populações seriam essenciais para garantir que a Câmara Municipal do Funchal fosse efectivamente mais justa e solidária, coisa que este orçamento, dizem, não contempla. “É uma proposta que demonstra a insensibilidade perante os problemas de quem vive no Funchal e alheia àquelas que são as necessidades mais urgentes do concelho”, sentencia a CDU.