PTP critica ajudas do Estado a habitação para juízes e magistrados do MP

O PTP defendeu hoje, pela voz de José Manuel Coelho, que face à conjuntura económica e financeira do país “não faz sentido” haver subsídios à habitação a juízes e magistrados do Ministério Público. O líder trabalhista defendeu que as ajudas do Estado para habitação devem incidir sobre quem precisa”. Não faz sentido, a seu ver, o subsídio de compensação pelo uso das casas de função no valor de 700 euros por mês a juízes e outros magistrados quando estes têm remunerações elevadas.

Ostentando uma fotografia de Maria de Lurdes Rodrigues, uma investigadora de cinema que foi encarcerada num processo kafkiano em Portugal, por alegadas injúrias ao poder judicial, e que Coelho tem denunciado, o deputado do PTP referiu a polémica que ultimamente veio a lume, sobre uma senhora que foi assassinada em Valongo, distrito do Porto, e que tinha feito queixa de maus tratos ao Ministério Público 37 dias antes da morte, temendo pela sua integridade física. O MP “não agiu atempadamente, como lhe competia”, constatou o trabalhista.

Ironizando, José Manuel Coelho disse que não há razão para a imprensa continental andar agora a criticar o MP, pois este actua muito bem e é muito eficaz “quando se trata de perseguir os democratas e aqueles que se preocupam em denunciar a corrupção”.

Coelho prosseguiu para apontar que os subsídios de renda de casa só deviam ser atribuídos a pessoas inválidas, e que não podem trabalhar. Porém, em Portugal “há subsídios de 700 euros para a renda da casa atribuídos a quem ganha 4 mil euros por mês ou mais”, que afirmou ser o caso dos juízes dos tribunais e os magistrados do MP, que também “viajam gratuitamente nos transportes públicos”, ao contrário dos “velhinhos com reformas miseráveis, desempregados e mães solteiras”.