Cimeira Madeira-Açores “sem assuntos tabu”

Fotos Rui Marote.

“Impulso renovado”, sem “assuntos tabu”. Foram estas as expressões utilizadas pelo presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, à chegada à Madeira, para a cimeira Madreira-Açores.

A visita acorre no seguimento da cimeira que foi efetuada em 2016, nos Açores, já com Miguel Albuquerque na presidência do Governo.

À chegada ao Funchal, o chefe do Executivo açoriano disse que a cimeira “existe e tem importância em si mesma”.

No entanto, há um conjunto de protocolos já assinados entre as duas Regiões Autónomas e cujo balanço será agora feito.

Os protocolos foram enquadrados por uma declaração de princípios. Tais protocolos foram assinadas na área da Saúde, Mar, Pescas, etc..

Em cima da mesa nesta cimeira estarão ainda novas áreas onde as duas Regiões Autónomas poderão cooperar.

“Estamos empenhados e comprometidos”, disse Vasco Cordeiro.

Os compromissos para assinar novas sinergias depende da análise conjunta que for feita entre a comitiva das duas Regiões.

Do arquipélago vizinho vem uma comitiva de 12 elementos, entre eles o secretário regional do mar, ciência e tecnologia.

O subsídio de mobilidade, as ligações marítimas, a retoma da ligação aérea da SATA entre a Madeira e o continente e a cooperação na área tecnológica são assuntos que podem ser abordados.

Por seu turno, o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque disse que a visita da comitiva açoriana “significa um reforço dos laços de amizade, cooperação e defesa dos interesses comuns entre as duas Regiões Autónomas”.

O governante madeirense reforçou a ideia da Madeira e dos Açores acertarem posições conjuntas para serem esgrimidas quer em Lisboa quer em Bruxelas.

Miguel Albuquerque garantiu que os protocolos celebrados em 2016 foram amplamente concretizados. Situação que decorre do facto dos protocolos terem por base situações concretas, assertivas e não declarações vagas e de floreados retóricos.

“Tivemos sempre o cuidado de ser objetivos e práticos nos protocolos que celebramos”, explicou.