Assembleia aprova voto de protesto contra a TAP, fachos de Machico como património e alerta para situação dos emigrantes regressados

Fotos: Rui Marote

O parlamento regional aprovou hoje, de forma unânime, um voto de protesto apresentado contra a transportadora aérea nacional. A proposta partira dos comunistas, que, pela voz do deputado Ricardo Lume, propusera o voto pelos “cortes nas ligações aéreas de e para o Porto Santo”. A TAP, criticou, só tem um voo por semana entre a “Ilha Dourada” e o continente. Por outro lado, a ALRAM também aprovou a proposta do JPP, para classificação dos fachos de Machico como património imaterial da Região. A proposta para que os sintomas de “burnout” seja considerada “acidente de trabalho”, também do PCP, foi também aprovada nos trabalhos desta manhã.

Antes disso, no período de antes da ordem do dia, o deputado e ex-secretário regional dos Assuntos Parlamentares, Sérgio Marques, abordou o problema dos emigrantes madeirenses que chegam da Venezuela, considerando necessário que os madeirenses os recebam de “braços abertos” e sem atitudes de discriminação. Traçando um cenário com as cores mais negras sobre a realidade que se vive actualmente no país governado por Nicolás Maduro, Sérgio Marques salientou que à Região “está a chegar apenas uma pequeníssima minoria daqueles que saem. Os que chegam são madeirenses ou seus descendentes. São tão madeirenses quanto aqueles que residem na Madeira e Porto Santo. São parte integrante da grande comunidade madeirense espalhada pelo mundo”.

“É imprescindível um tratamento não discriminatório e que tenha em conta a situação de emergência em que muitos chegam”, apelou.  “A chegada destes conterrâneos, acho que se pode já concluir, está a ser positiva para a Madeira. Os recém-chegados estão a constituir-se como um factor de rejuvenescimento, de empreendedorismo, de trabalho e de diversidade que só nos enriquece. Longe de serem um fardo ou uma ameaça, são uma oportunidade que não podemos deixar de aproveitar. Ainda assim, o desafio da integração é enorme, até porque é provável que o fluxo de regresso se mantenha e intensifique”, previu.

Entre outros assuntos, o PCP criticou a existência de desperdícios de água na Região sem aproveitamento energético, pelo que quer implementar “microcentrais eléctricas” na RAM. Já o CDS insistiu na questão da Saúde, considerando que os cidadãos do continente e dos Açores beneficiam de uma carta de direitos, enquanto utentes, que lhes garante melhores condições do que a Madeira. O PSD discordou e acusou os centristas de apresentarem sempre uma perspectiva miserabilista quanto às condições de saúde no arquipélago da Madeira.