“Santana é o melhor candidato para a Madeira e defende um PSD mais PPD”, lembra Sara Madruga em véspera de eleições

Santana Lopes B
Santana Lopes é o candidato que tem ideias para a Madeira, diz a mandatária regional em véspera da eleição para a liderança do PSD nacional.

Amanhã, 13 de janeiro, há eleições para a direção nacional do PSD, com Rui Rio de um lado e Santana Lopes do outro. Uma consulta aos militrantes social democratas para escolherem o sucessor de Passos Coelho, um líder que gerou grande controvérsia, sobretudo porque ficou com os custos resultantes da intervenção da “troika” em Portugal e ficou conhecido pelas medidas que iam para além da própria “troika”.

Agora, com um objetivo de recuperar a governação, o novo líder do PSD terá grandes desafios pela frente. Por um lado, Rui Rio traz a imagem de força do norte, por outro Santana Lopes, mais político mas também com um passado que nos últimos dias tem vindo muito à discussão.

Relativamente à Madeira, Santana tem Sara Madruga como mandatária regional, Rio tem uma comissão de apoio que inclui, entre outros, Pedro Coelho, Carlos Teles e Idalino Vasconcelos. O Funchal Notícias solicitou depoimentos a Sara Madruga e a Pedro Coelho, mas até ao momento apenas a mandatária de Santana Lopes respondeu, pelo que contamos, a todo o momento, poder apresentar as declarações de um apoiante de Santana Lopes, o presidente da Câmara Municipal de Câmara de Lobos.

Sara Madruga Nova
Sara Madruga considera que o PSD nacional precisa de um novo ciclo.

Sara Madruga acredita que “o PPD/PSD precisa de iniciar um novo ciclo, de uma liderança forte. O partido necessita de uma nova estratégia de oposição e de um líder que denuncie a estratégia eleitoralista de António Costa de prejudicar a Madeira. Precisamos de um líder humanista, mais próximo das pessoas e das causas sociais.  Para mim, Pedro Santana Lopes é o melhor candidato para a Madeira por um PSD mais PPD”

A deputada não tem dúvidas e diz que “Pedro Santana Lopes por ser o melhor candidato para a Madeira”. Considera que a escolha “não se baseou numa análise subjetiva do perfil, da seriedade, da personalidade ou da vida pessoal dos candidatos, mas nas ideias, nos compromissos e no programa dos candidatos para a Madeira (ou na ausência deles). Santana Lopes, discípulo de Sá Carneiro é o candidato que melhor compreende e valoriza a Autonomia Regional e apresenta 13 medidas concretas para a nossa Região”.

A deputada social democrata madeirense na Assembleia da República lembra que Santana “é o único candidato que apresenta ideias concretas para a nossa Região”, apontando “a defesa da concretização da solidariedade nacional com a construção de um Novo Hospital da Madeira, a defesa do Centro Internacional de Negócios da Madeira e do MAR – Registo Internacional de Navios da Madeira, a necessidade da revisão do Estatuto Político – Administrativo e da Lei das Finanças Regionais”.

A mandatária regional de Santana diz que o candidato que amanhã vai a votos com Rio “também defende a necessidade de um modelo de transportes aéreos e marítimos inter-ilhas e entre estas e o exterior mais eficaz e a um preço mais baixo, o aprofundamento da Autonomia, o cumprimento dos princípios da subsidiariedade, reciprocidade e da continuidade territorial e a clarificação das competências legislativas e fiscais da RAM”.

Sara Madruga da Costa diz que a Região é, para o candidato, “um território de características únicas que em muito contribui para a riqueza do País e da União Europeia, o que justifica que seja alvo de um investimento diferenciado integrado numa lógica de desenvolvimento de Portugal como um todo, em especial no que respeita à sua Zona Económica Exclusiva, à sua biodiversidade, ao seu potencial nos domínios do turismo, das economias verde e azul, à sua posição geo- estratégica e à astronomia, entre outros”.

>A social democrata diz ainda que “Pedro Santana Lopes também defende a salvaguarda da agricultura e das pescas da Madeira nas negociações europeias, a promoção do seu desenvolvimento sustentável e a protecção da RDP e da RTP Madeira enquanto meios de informação essencial de âmbito regional, defendendo a autonomia na gestão nas suas múltiplas formas, bem como a necessidade da Região estar inscrita nos mais avançados modelos e tecnologias de informação, comunicação e conhecimento digital!.