TAP encerra secção de carga no Aeroporto e delega na Groundforce, agravando clima de apreensão dos trabalhadores

*Com Rui Marote

A TAP fechou oficialmente, a 31.12.2017, a secção de carga que tinha no Aeroporto da Madeira/Cristiano Ronaldo.

Contactados os serviços no Aeroporto da Madeira, foi confirmado o encerramento do balcão. No entanto, o FN apurou que a TAP delegou na sua representante na Madeira, a Groundforce, o envio da carga. Neste momento, os madeirenses poderão optar quer pela Groundforce quer por outro transitário para remeter a carga para qualquer parte do mundo.

O fecho desta secção aumenta o clima de apreensão dos trabalhadores, também da própria Groundforce, que não sabem o que o futuro lhes reserva, face ao encerramento da vizinha secção da TAP-carga.

Recorde-se que o FN anunciou, recentemente, que a TAP ia fechar os seus balcões na Madeira e sair desta Região, uma vez que já tinha acertado com trabalhadores as rescisões de contratos. Na sequência da notícia, o vice-presidente da companhia aérea esclareceu a informação, explicando que a TAP continuaria a funcionar nesta Região, desconhecendo-se em que moldes.

Resta saber qual o desfecho do principal balcão da TAP na Madeira, na rua da Alfândega, Funchal. Duas funcionárias foram para a reforma e continuam quatro. Apesar do vice-presidente da TAP, Lacerda Machado, ter assegurado mais tarde que a empresa não sairia da Madeira, persiste um clima de indefinição e incerteza junto dos trabalhadores perante as medidas que estão a ser tomadas. Para uns, a empresa sai da Madeira até ao próximo verão, mas para a administração a TAP terá sempre um rosto na Madeira, pelo menos através da sua representante, a Groundforce.

O FN contactou também a diretora de relações públicas da TAP, Rita Tamagnini, mas não obteve qualquer resposta. Outros contactos estabelecidos ao nível da administração foram também infrutíferos, sendo um verdadeiro “calvário” chegar à fala com os responsáveis pela companhia aérea, ausentes ou indisponíveis.

O FN vai acompanhar o assunto e aguarda que a TAP esclareça a opinião pública sobre os seus planos de ajustamento e racionalização de recursos que parece estar a implementar na Madeira, quando se sabe que a companhia tem sido alvo, ao longo de muito tempo, de muitas críticas não só por parte dos passageiros mas também dos governantes.