SESARAM com 77 novos internos: Albuquerque dá-se a si próprio como exemplo dos cuidados primários de saúde, pois previne as doenças com exercício

De acordo com uma nota da Presidência do Governo Regional da Madeira, 77 novos internos iniciaram a sua formação médica prática no Serviço de Saúde da Região (SESARAM): 35 no ano comum (já concluíram a parte teórica e iniciam um ano de formação prática antes da especialidade); 29 na formação específica (médicos que iniciam a sua especialidade após conclusão do ano comum) e 13 na especialidade de Medicina Geral e Familiar.

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, esteve esta manhã no Centro de Formação, localizado no Núcleo de Apoio ao Hospital Dr. Nélio Mendonça, para dar as boas-vindas aos formandos, aproveitando a ocasião para falar dos desafios da sustentabilidade do sistema regional de saúde e enaltecer a excelência dos seus profissionais, refere o GR.

“As democracias, hoje, têm um grande desafio, que é garantir aquilo que foi uma grande conquista das nossas sociedades, o Estado Social”, opinou. A existência de serviços estatais que garantem e apoiam a educação, uma velhice saudável e o apoio em matéria de saúde para todos são, na opinião do presidente, conquistas que foram garantidas na Europa pós- Segunda Guerra Mundial. Para Albuquerque, estes direitos foram garantidos pela social-democracia e a democracia cristã.

Porém, actualmente, esses serviços estão assoberbados por um aumento da população, consequência dos avanços da medicina e do bem-estar proporcionado pelo Estado Social e pela ciência. Em consequência, há que encontrar novas soluções, dados os custos dos serviços regionais ou nacionais de saúde, que são “importantíssimos para a qualidade de vida”.

Nesse sentido, os profissionais de saúde fazem parte da elite responsável pela resposta, que se situa, entre outras coisas, na opinião de Albuquerque, ao nível dos cuidados básicos de saúde. “Se olharem para mim, um fumador esporádico, de 56 anos, ainda consigo fazer (31 minutos) na Volta à Cidade do Funchal, que é quase 6 km, o que não é nada mau. E porque é que faço isso? Porque faço exercício físico, ou faço treino durante 4 dias por semana (…)”, ou seja, “um conjunto de hábitos” que ajuda a “prevenir os problemas de saúde”.

Uma das coisas que considerou essenciais foi o acompanhamento, toda a vida, pelo médico de família, um serviço que se está a tentar garantir na Região, referiu, e que concorre para garantir a qualidade de saúde e de vida.

A aplicação criteriosa dos dinheiros públicos foi algo que defendeu. Nesse sentido, referiu que neste ano, no Sistema Regional de Saúde, serão aplicados 317 milhões de euros, tendo por base os impostos cobrados na RAM. “Vamos aplicar mais 30 milhões de euros, relativamente ao pretérito ano, no Serviço Regional de Saúde”.

Salientou ainda a aplicação do GR na construção do novo hospital e na melhoria das infraestruturas existentes. A humanização é também algo muito importante, defendeu.