Esgoto a céu aberto na baía de Machico com “Fórum” abandonado sempre à espera de investidores

Um “cartaz” que desagrada a todos e que urge resolver. Fotos FN.

Quem passar pela aprazível baía de Machico para apreciar o mar e a indesmentível beleza do vale, surpreende-se com o esgoto a céu aberto que persiste mesmo no coração desta baía, percorrida diariamente por centenas ou milhares de madeirenses e turistas. Incúria reiterada de quem?

Um esgoto a céu aberto a correr para o mar, ao olhar de quem quer ver e fotografar para mais um abanão na imagem turística da cidade, o que é, no mínimo, lamentável, uma vez que se está perante uma das mais belas baías da Madeira.

 

Bem localizado, de grandes dimensões, o “Fórum Machico” mereceria outra sorte. Falta tornar este investimento atrativo aos empresários.

Fórum: “fantasma” na paisagem

Em fundo, outro edifício imponente, mas “fantasma”, fechado e abandonado à sua própria sorte, quiçá esmagado pela sua grandeza ou pelas escaldantes rendas cobradas aos investidores. Nem mais nem menos que o edifício “Fórum Machico”. Alguns empresários, num passado recente, já tomaram as rédeas mas não compensou minimamente o arrojo, nem mesmo no concorrido verão à beira mar. Falta tornar atrativo este empreendimento a quem tem capital para investir.

Só ao lado do abandonado “Fórum”, alguma vitalidade com o vizinho edifício que acolhe a Biblioteca Municipal de Machico, também ela a carenciar de uma atualização do seu espólio e condições físicas, mas seguramente pelas mãos de quem tiver estima genuína pela cultura.

É chocante olhar para uma baía com todos os predicados como é a de Machico e notar estas manchas na paisagem, que deveriam merecer uma intervenção urgente das entidades competentes, que nos escusamos de nomear, pois todos sabem quem é quem.

O cheiro nauseabundo do esgoto oferecido aos caminhantes, dizem os populares, prolonga-se no tempo e vem de tanto lado do centro da freguesia, nomeadamente de restaurantes, hotel e residências particulares. Em suma, uma miscelânea de poluidores? Um dado factual: a poluição a desaguar para o mar, de um ribeiro que tresanda. Quem vai além das palavras e do olhar e efetivamente resolve?

Já o “Fórum Madeira” foi uma das muitas construções megalómanas das inesquecíveis Sociedades de Desenvolvimento que embelezam, pela negativa, a paisagem, sem o apregoado retorno financeiro e, por conseguinte, abandonado, à espera que algum milionário tome rédeas e explore o imóvel.

Galeria da Foz: um prédio no coração da vila, parado no tempo e cheio de problemas.

Machico não atrai investidores?

Se olharmos em redor, há outras obras no ângulo da moderna promenade que suscitam pasmo pela seu estado de abandono. O Forte de São João Baptista há muito que espera que um hoteleiro lhe dê vida, com trocas de argumentos entre a Câmara Municipal de Machico e o Governo. Enquanto isso, o investimento é sempre deixar tudo na estaca zero. Vem sempre a caminho um hoteleiro ou outro investidor, dizem há anos os políticos camarários. Das palavras aos factos: o comboio deste investidor ainda não parou em Machico.

Junto à ribeira do centro da freguesia, um grande edifício privado de apartamentos, “Galerias da Foz”, dá nas vistas pelo seu estado de abandono. Um investimento vultuoso de um empresário que tem esbarrado com contratempos de toda a natureza e que vê o negócio arruinar-se dia após dia, sem a condescendência dos credores…

O Café/Restaurante Mercado Velho com uma nova oferta de serviços.

 

Mercado Velho reabre com novo design

Entretanto, a cidade anima-se com os habituais eventos da quadro natalícia. Uma outra nota a merecer registo: o emblemático café e restaurante Mercado Velho já abriu portas, após uma fase de remodelação. Um ponto tradicional de confluência de locais e forasteiros, agora num renovado espaço, que revela alguma mudança no seu design e exploração do serviço. Uma obra que, conforme reza a placa ali afixada, se enquadra na revitalização do núcleo histórico da cidade de Machico, da chancela da Câmara Municipal local, com co-financiamento da União Europeia, através do Fundo Europeu do Desenvolvimento Regional.