Castro “vendeu a alma ao diabo” e “Mais Porto Santo passou a Menos Porto Santo”, acusa Menezes de Oliveira

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Menezes de Oliveira está revoltado com o sentido de voto de José António Castro na reunião de hoje da Câmara do Porto Santo. Diz que o vereador “passou um cheque em branco” à gestão camarária de Idalino Vasconcelos.

O vereador socialista na Câmara do Porto Santo, Menezes de Oliveira, está indignado com a posição assumida hoje, na reunião da autarquia, pelo vereador único do movimento “Mais Porto Santo”, José António Castro, que votou ao lado do PSD na delegação de competências no presidente Idalino Vasconcelos, uma delas de contratação pública, e também na proposta de suspensão parcial do Plano Diretor Municipal.

A representação do PSD na reunião de hoje, por ausências dos vereadores eleitos Menezes de OIiveira e José Carlos Melim, foi entregue a Sofia Dias e Sofia Melim, que votaram contra de acordo com a estratégia assumida e “por uma questão de coerência, uma vez que não alterámos o sentido de voto anteriormente dado sobre a mesma matéria de delegação de competências, ao contrário do vereador José António Castro, que há quinze dias votou contra e hoje votou a favor”, explica Menezes de Oliveira.

O vereador do PS e anterior presidente da Câmara questiona a posição de Castro, diz mesmo que o movimento “Mais Porto Santo, que disse sempre estar a defender os interesses da população, com este sentido de voto fica melhor que assuma o slogan Menos Porto Santo, porque efetivamente não defendeu as pessoas, não deu resposta ao sentido de voto dos eleitores a 1 de outubro”.

A delegação de competências assenta, entre outras, na contratação pública, no regime jurídico da urbanização e da edificação e no regime jurídico das autarquias locais, pelo que Menezes de Oliveira considera esta uma decisão que permite a Idalino Vasconcelos “não levar às reuniões de Câmara assuntos que deveriam ser discutidos colegialmente e não por decisão unilateral do presidente”, reforçando que “o vereador José António castro passou um cheque em branco depois de há quinze dias ter votado contra, uma decisão incoerente, pelo que não sabemos que eventuais contrapartidas estarão em cima da mesa com este procedimento”.

No que toca à suspensão parcial do Plano Diretor, também votada hoje com os votos favoráveis do PSD e do vereador do Mais Porto Santo, com o PS a votar contra, refere-se à zona do Penedo do Sono e do Centro Hípico. Menezes de Oliveira teme que esta decisão “permita abrir a porta a alguns negócios que possam vir a acontecer e que não estejam de acordo com os interesses da população”.