Pedro Calado admite recurso a PPP para viabilizar novo hospital; nega aumento do endividamento da RAM em 2018

Foto Rui Marote

O  vice-presidente do Governo Regional,  Pedro Calado, foi hoje interpelado na Assembleia Legislativa Regional,  onde decorre o debate do Orçamento e plano para 2018, sobre se seguirá uma parceria público-privada no novo hospital da Madeira, ou se recorrerá a outro método, com aproveitamento integral dos milhões disponíveis a partir do Fundo de Coesão. A questão vinha da bancada centrista,  pela voz do deputado Rui Barreto. Pedro Calado tornou claro, na resposta, que o Governo Regional,  face às hesitações e demoras do Governo da República,  e na sequência das negociações que têm vindo a ser feitas,  no sentido de agilizar a nova infraestrutura hospitalar,  poderá optar de facto por uma PPP, em tudo similar à solução encontrada para o hospital de Lisboa Oriental. “Não somos nem melhores nem piores que os outros”, referiu Calado, salientando que o modo de construir o novo hospital poderá passar por um acordo deste tipo. “As soluções que funcionam para os outros podem funcionar também para nós”, disse.

Calado assegurou também, respondendo a interpelações,  que não há qualquer intenção de privatizar nem a Empresa de Electricidade da Madeira nem a Horários do Funchal.

O vice-presidente,  que está na linha da frente da defesa das opções governamentais para 2018 na ALRAM, enfrentou ainda as críticas da oposição,  entre as quais as da deputada trabalhista Raquel Coelho, que apontou uma “inversão de políticas” no actual PSD-Madeira, no sentido de recuperar práticas do tempo do Jardinismo,  que conduziram a grande endividamento da RAM, nomeadamente com grandes apostas em obras públicas insustentáveis.

Para a oposição,  o PSD já está a pensar em 2019 e nas eleições,  optando por tácticas eleitoralistas que funcionaram no tempo dos governos de Alberto João Jardim. “As obras que Jardim deixou a meio”, disse Raquel Coelho, “estão a ser recuperadas por este governo”, numa mudança da sua orientação inicial,  contrária a obras megalómanas.

A oposição insiste que o Governo Regional aumentará o endividamento da RAM em 2018, mas Calado insiste que não: “Pela enésima vez, não há aumento do endividamento da RAM em 2018”, afirmou,  garantindo que o que acontece limita-se apenas a renegociação e actualização das operações bancárias.

Também questionado sobre Roberto Almada, do Bloco de Esquerda,  sobre o seu plano B para a questão da ligação ferry ao continente,  Pedro Calado recusou-se a acrescentar fosse o que fosse o que já foi dito. “O Governo Regional vai assumir em 2018 o compromisso com a população,  estudando outras soluções” caso as comprove,  hoje, que o concurso fica deserto.