Crónica Urbana: Há plano B para o ferry

Rui Marote

Pedro Calado tem, desde o primeiro dia em que chegou ao Governo Regional, um plano B, prevendo que o concurso para o ferry ficaria deserto.
O Governo Regional já perdeu demasiado tempo com a história do ferry. Dois anos com um dossier que o vice-presidente encontrou com “teias de aranha” e com um caderno de encargos mal feito e que afasta os empresários. Levantar o caderno de encargos (foram treze) não é garantias de que haja interessados.
O Funchal Notícias já levantou véu no passado dia 18 de Novembro numa crónica urbana intitulada  “Pedro Calado diz “nunca”…  O tal “jamais”, quando o concurso tinha sido adiado para satisfazer um concorrente que necessitava de mais tempo. Isto foi um fait-divers para dar tempo. O plano B virá aplicar-se no que se espera: que dentro de dois dias o concurso fique deserto.
Só Pedro Calado poderá desvendar as demarches que se seguem, numa altura em que se está a discutir na Assembleia Regional o Plano e Orçamento.
O vice-presidente está todos os dias em competição contra o relógio. Herdou dossiers que já estavam enferrujados.  Alguns mesmo já em estado de decomposição. Tem dois anos para fazer o que entretanto não foi feito…! Chegará a tempo de cortar a meta? Não arriscamos sabê-lo. Trabalha das 9 da manhã às 9 da noite, quando desliga o conta-quilómetros para o sono dos justos. Todos sabemos que este dossier ferry é uma bandeira  (promessa) da máquina laranja. Para engolir milhões num poço sem fundo. Esperar é, pois, a palavra de ordem, por esse plano milagroso porque santos da casa não fazem milagres. Resta a partir de terça-feira enterrar o “morto” (concurso) e desvendar o segredo milagreiro.