CDU protesta contra encerramento de parque de campismo no Porto Santo

A CDU protestou hoje contra o encerramento do Parque de Campismo do Porto Santo, depois do investimento público que foi aplicado naquela infraestrutura e que permitiu a sua reabertura apenas durante os passados meses de Agosto e de Setembro.

Para a CDU, esta é uma infraestrutura fundamental para todos os que querem praticar um ecoturismo na RAM.

“Lamentavelmente, o Parque de Campismo do Porto Santo está de novo encerrado. Muito provavelmente, por razões que poderão estar relacionadas com o facto de as entidades responsáveis pelo equipamento público manifestarem um comportamento negligente”, acusam os comunistas.

Situado na zona da Fontinha, o parque apresenta uma capacidade para 800 pessoas e oferecia instalações sanitárias, duches, sala de TV, Internet, bar e electricidade.

“O Parque de Campismo na ilha do Porto Santo foi ao longo dos tempos uma infraestrutura que permitiu a milhares de madeirenses, mas também a muitos amantes do campismo, portugueses e estrangeiros, conhecer e passar férias na Ilha Dourada. Permitiu a muitas associações desportivas, culturais e recreativas a dinamização de actividades no Porto Santo”, lembra a CDU.

Para o partido, o Parque teve também um papel fundamental no desenvolvimento da economia local, ao contrário do que acontece com grandes unidades hoteleiras, quando optam pelo “all inclusive”.

Actualmente, “está outra vez votado ao abandono e em estado de crescente degradação dos seus equipamentos, situação que terá levado ao seu encerramento”, especulam.

Muitos são os turistas, que querendo optar pelo campismo, estão impedidos de ir ao Porto Santo, aponta esta força política. Por outro lado, afirmam, muitas são as pessoas e as entidades ligadas ao movimento associativo, ao campismo e ao ecoturismo, que manifestam desagrado face ao encerramento do Parque de Campismo.

Para a CDU, é urgente tomar medidas no sentido de se garantir a reabertura do Parque de Campismo na ilha do Porto Santo, ou, eventualmente, da concretização de uma alternativa da mesma natureza.

“Esta situação reprovável e que é da responsabilidade directa do Presidente do Governo Regional, que é quem tutela no Executivo regional os assuntos relativos ao Porto Santo, justifica a apresentação deste protesto na Assembleia Legislativa da Madeira”, anuncia o partido.